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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Trânsito, álcool e TV

Neste acidente, em Copacabana, felizmente, só um poste morreu



Foram mais quatro acidentes de trânsito com vítimas neste último fim de semana. Em todos, elementos comuns: pessoas embriagadas ao volante. Todos jovens, uma nem carteira de motorista tinha. A menina voltava da balada, mas, antes da chegada da polícia ao local onde matou um homem de 80 anos que caminhava na calçada, foi em casa trocar a roupa da balada por algo mais discreto. No domingo à noite, outro bêbado atropelou 21 no interior de Minas.

Então, aos que acham que a propaganda de álcool na Tv não influencia essa relação que os adolescentes têm com a bebida, alguns dados:

69% dos anúncios de álcool na TV são feitos durante a
exibição de programas esportivos.

80% da propaganda de bebida é promovida pelas marcas de cerveja durante programas com ao menos 10% de audiência de adolescentes.

Jovens entre 14 e 17 anos consomem 6% de todas as bebidas alcoólicas vendidas no país.

Os jovens com idade entre 18 a 29 anos são responsáveis por 40% do consumo. Esse grupo representa 22% (1/5) da população brasileira, segundo o IBGE.

As faixas de 30 a 39 anos e 40 a 49 anos anos bebem cada uma 20% do total consumido no Brasil.

Em uma análise de 420 horas de programação, foram
encontradas 7.359 peças publicitárias. Dessas, 438, ou 7,6%, eram de bebidas alcoólicas, o sexto produto mais
anunciado.

A partir da análise de cinco anúncios veiculados na TV no verão de 2005-2006 e na Copa de 2006, percebidos como altamente atraentes pelos adolescentes pesquisados, foram identificados diversos pontos que violam a regulamentação nacional, em especial a diretriz que visa proteger crianças e adolescentes e a orientação que proíbe conteúdo incentivando o consumo de bebidas alcoólicas de forma irresponsável.

Os dados são de dois estudos sobre o tema apresentados durante o seminário Álcool, Tabaco e a Publicidade, promovido pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), em maio, na Unifesp, em São Paulo.

Um deles entrevistou cerca de 3 mil pessoas em todo o território nacional e apontou que 5% dos bebedores brasileiros bebem 27% de todo o álcool consumido anualmente no país. E, do total de bebedores, 78% são homens.

O outro, feito pela psicóloga Ilana Pinsky, analisou os anúncios de quatro canais da TV aberta durante duas semanas e durante três períodos de elevada audiência: Carnaval e Copa do Mundo, eventos que atraem a atenção à TV, e a Páscoa, período de descanso em que a televisão também é fonte de lazer e diversão.

Raul Caetano, psiquiatra brasileiro que é diretor regional e professor de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade do Texas, Ronaldo Laranjeira e Marcos Zaleski participaram dos estudos.

5 comentários:

  1. Sobre álcool e volante escrevi outro dia aqui mesmo neste blog. tive que optar entre parar de beber álcool e dirijir. A boa noticia é que após 4 anos sem beber tenho me sentido bem melhor.
    álcool e volante é uma combinação terrivel e as vezes mortal. VIVA A VIDA, não só a minha é claro.
    Sergio.

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  2. Parabéns, Sergio, mas você não poderia beber sem dirigir? Mauro Santos

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  3. Caro mauro, obrigado por ler meu comentário.
    Eu apenas citei a vantagem de não estar embriagado ao volante. Mas eu também precisava reabilitar minha saúde, o álcool tava me deixando depressivo
    à um passo de me afundar no vicio. sabe, eu era daqueles que não sabia beber. abraços
    Sergio.

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  4. Pois é Marcelo. Mas acho que faltou você incluir no texto o "efeito Edmundo" que hoje é sinônimo da impunidade em relação aos crimes de trânsito.

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