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terça-feira, 19 de junho de 2018

Enquanto você vê a Copa do Mundo...

O Brasil na Opep seria demais para os coxinhas colonizados vira-latas.
E é tudo tão simples, tão claro... mas vamos, Neymar!

Reservas de petróleo SEM o Pré-Sal (bilhões de barris)


1º - Venezuela - 300
2º - Arábia Saudita - 265
3º - Irã - 157
4º -Iraque - 148
5º - Kuwait - 100
...
18º - Brasil - 14


Reservas de petróleo COM o Pré-Sal (bilhões de barris)


1º - Venezuela - 300
2º - Arábia Saudita - 265
3º - Irã - 157
4º - Brasil - 154
5º - Iraque - 148
6º - Kuwait - 100


São mais de 11 TRILHÕES de dólares!!!


Entendeu o golpe?

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Quantos realmente querem ditadura militar?

Onde estão os sempre rápidos institutos de pesquisa para aferir qual o percentual de brasileiros realmente dispostos a viver novamente sob um regime militar. Claro, Datafolha e Ibope são céleres quando lhes interessa. Em relação à eleição presidencial, por exemplo, como a direita não tem candidato viável nas urnas e Lula, mesmo preso, ainda é o preferido da massa, é difícil sair uma pesquisa.

Creio que os entusiastas da volta da ditadura militar não passam de 15%, os mesmos que votarão em Bolsonaro (se ele se mantiver candidato até outubro). Como não têm apoio popular, esses lunáticos, analfabetos políticos e ignorantes históricos pegaram carona no movimento grevista dos caminhoneiros, com a maior cara de pau, estendendo suas faixas e cartazes para dar ideia de que toda a categoria deseja o retrocesso democrático definitivo.

Não dá para acreditar que a maioria dos brasileiros realmente ache que um governo militar seria menos corrupto por ser de militares. Grande parte deve ser de filhos e netos do pessoal da caserna, ou mesmo a turma do pijama. Duvido que um número representativo do eleitorado prefira um sistema em que casos de corrupção simplesmente não podem ser apurados e sequer denunciados. Os últimos dois anos mostram que a burrice e a apatia do  nosso povo não podem ser menosprezadas mas daí a transformá-lo em 204 milhões de viúvas verde-oliva também já é demais.

Por outro lado, os democratas não devem subestimar esse movimento, ainda que seja minoritário, dizendo que os próprios militares não querem voltar ao poder. Claro que alguns querem sim, pois não é nada mal ter a chave de um cofre com R$ 1,3 trilhão?

Nos 21 anos do último regime, além dos assassinatos e das torturas, a miséria no Norte e Nordeste provocou a explosão das favelas no Sudeste. Riquezas naturais foram entregues aos patrões norte-americanos ou destruídas, como as Sete Quedas. Fora as torturas, todo o resto já vem sendo reeditado pela quadrilha golpista-entreguista desde que Dilma foi deposta. Não é necessário dar trabalho à turma da farda.

Essa gente que pede a volta da ditadura é tão obtusa que acha que ninguém percebe seu oportunismo. Aquela meia dúzia ajoelhada na frente do quartel do Exército pedindo intervenção militar foi uma das cenas mais patéticas do pós-golpe que derrubou Dilma Rousseff. E fica a pergunta: ajoelharam por quê? Talvez, inconscientemente, estivessem pedindo tiros na nuca. O corpo fala...


Foto: Marcelo Migliaccio

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Jornalismo, o crime que não compensa

Em 2010, o editor-chefe do Jornal do Brasil recebeu a ordem para demitir Manuel Borges Neto. Chamou aquele velho jornalista que há décadas cuidava da qualidade dos textos do jornal e ele entrou na sala já pressentindo o que viria, uma vez que a péssima administração da empresa fazia demissões mensalmente. 
 
_ O que houve? _ perguntou com aquele sotaque lusitano que sempre nos socorria na hora dos percalços gramaticais.

_ É que... a direção mandou fazer mais cortes.

Sem alterar o suave tom de voz ou mesmo demonstrar qualquer animosidade contra seu algoz involuntário, Borges perguntou se, de alguma maneira, não poderia ficar pois sustentava ainda uma das filhas e a mulher:

_ Pode baixar meu salário, me pague mil reais que sejam para que nós possamos nos alimentar.

O editor olhou aquela figura frágil, de rosto marcado pelos anos e anos de redação, naquela camisa poída, usando um sapato desgastado e...

_ Deixa pra lá, Borges. Vamos voltar ao trabalho, meu caro.

Naquele momento, o editor-chefe sentiu-se como o caçador da história da Branca de Neve incumbido pela rainha má de matar a mocinha mas que na hora se compadece e a deixa fugir.
 
Manuel Borges Neto

Meses depois, o demitido foi o próprio editor, que não servia para o capitalismo, e o nosso estimado Borges continuou bravamente combatendo o bom combate.

Agora, ele se foi para sempre. E eu me considero um privilegiado por ter convivido com o grande Borges Neto o mais que pude.

O Jornal do Brasil havia parado de circular em papel naquela época (agora voltou, com outro dono). Existia então apenas na internet. Era, em sua eterna crise, um retrato da profissão de jornalista nas grandes empresas privadas, verdadeiras máquinas de moer gente.

Foto: Marcelo Migliaccio
A redação do Jornal do Brasil vazia após o fechamento da última edição em papel, no ano de 2011

terça-feira, 8 de maio de 2018

O que nunca se fala nos canais de esporte

Da renda de mais de R$ 1,2 milhão no jogo de domingo, coube ao Flamengo cerca de R$ 100 mil. Para abrir seus portões, o Maracanã, elitizado e privatizado por Ali Babá Cabral, cobra quase R$ 500 mil. Onde cabiam 160 mil pessoas, agora cabem 60 mil.

Ninguém se importa porque a TV paga a diferença e mantém os clubes no cabresto. A consequência é que mais de 60% da população brasileira não liga mais para futebol, segundo pesquisa recente do Datafolha. Preferem o basquete da NBA ou o a selvageria do MMA. Quando muito, torcem pelo Barcelona, pelo Manchester United, pelo Bayern de Munique. No campeonato patrocinado pela TV, a previsibilidade é a regra. Quem subiu da série B no ano passado deve cair de novo este ano. De vez em quando cai um grande para turbinar a venda do pay-per-view da segundona. O título da série A fica entre Flamengo ou Corinthians, aos quais a detentora dos direitos de transmissão paga muito mais do que aos outros. 

A suprema consagração deste modelo foram os 7 a 1 da Alemanha.

Não, nenhum debatedor de mesa redonda vai admitir que a derrocada do futebol brasileiro começou em 1987, quando um fabricante de refrigerantes e a emissora de TV hegemônica compraram o campeonato nacional e ordenaram uma virada de mesa. Só os 20 clubes de maior torcida disputariam a Copa União. Não cito o nome das empresas envolvidas nessa manobra nefasta porque suas concorrentes fariam o mesmo se pudessem.

O America, terceiro colocado no Brasileirão de 86, e o Guarani, vice-campeão, foram rebaixados para o módulo amarelo, que nada mais era do que a segunda divisão. Esses dois times, tradicionais, nunca mais se recuperaram do baque. O sistema de castas que a TV criou para distribuir suas cotas está provocando a falência de outras equipes que fizeram história no futebol brasileiro, como a Portuguesa de Desportos e os grandes clubes nordestinos.

Mas isso nenhum jornalista vai admitir na televisão. Preferem colocar a culpa pelo afastamento do público dos estádios na violência urbana, na truculência das torcidas organizadas, na crise econômica etc. Os comentaristas são incapazes, claro, de questionar a transmissão ao vivo de um jogo em TV aberta para a cidade em que ele é disputado. Nem tão pouco vão criticar os horários absurdos das partidas, que chegam a terminar por volta da meia-noite de um dia de semana.

É só mais um capítulo do fim do futebol.

Foto: Marcelo Migliaccio

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Aqui tudo são flores

Um passeio pelo Jardim Botânico é sempre maravilhoso, ainda mais num dia límpido de outono carioca.

Foto: Marcelo Migliaccio

 As baionetas do golpe ficaram lá fora.

Foto: Marcelo Migliaccio

Aqui é um lugar de paz, um lugar pra desembaralhar os pensamentos.

Foto: Marcelo Migliaccio

Para trocar de pele e seguir em frente apesar de tudo.

Foto: Marcelo Migliaccio

Um lugar para olhar a natureza e ouvir seu silêncio embalado pelo canto dos passarinhos.

Foto: Marcelo Migliaccio

Olhar pra trás e ver quanta coisa passou. Quem não estudou num livro didático que tinha o desenho de um menino índio em cima de uma vitória régia? Quem não teve uma professora que disse, com sobrancelhas eriçadas, que a planta amazônica aguenta o peso de uma criança? Claro que o parque colocou uma placa avisando que é proibido tentar comprovar isso por aqui.



 Sim, são plantas. Não fazem barulho, não se movem mas irradiam uma vida intensa, uma força incrível da natureza com suas cores e surpresas.

Foto: Marcelo Migliaccio

Tem até árvore que não cresce para cima.

Foto: Marcelo Migliaccio

Não é papo furado. Aqui tudo são flores, às vezes exóticas mas sempre flores, como esse papo de peru.


Foto: Marcelo Migliaccio


O presidente Café Filho já foi há muito tempo, mas o pau brasil que ele plantou aqui, em 1955, está no apogeu. Como somos breves, só não tão breves para contemplar.



E constatar também que a desarmonia no planeta tem nome.


Foto: Marcelo Migliaccio


Breves e pequenos diante de uma sumaúma de 60 metros, a maior árvore da Amazônia.


Foto: Marcelo Migliaccio

Onde quer que você estiver, vá ao jardim botânico mais próximo!

Foto: Marcelo Migliaccio

Se Deus existe, ele está aqui.

Foto: Marcelo Migliaccio







sábado, 21 de abril de 2018

"Tira ele"

Um ex-presidiário de 38 anos tenta dar sentido a uma vida, marcada pela infância difícil, pela ilusão do tráfico e pela falta de oportunidades. É o novo episódio da série Brasileiros da Gema, publicada no Blog Rio Acima.