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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A maravilhosa Baixada Fluminense

Não, não era Angra dos Reis, nem Búzios, nem Campos do Jordão ou Petrópolis. Era Magé, na estigmatizada Baixada Fluminense. Uma linda manhã de domingo, perfeita para constatar em que terra maravilhosa vivemos. Numa caminhada de menos de um quilômetro, um desfile de flores, frutas e cores que só reforçou a certeza de que este país tem tudo para dar certo, basta educar as novas gerações e prender exemplarmente os ladrões, sejam eles de galinha ou de petróleo. Bem, é verdade que se faltar água tudo vai ficar mais difícil, mas quem vê a indigência das frutas em outros países dá mais valor ao Brasil.

A primeira a dar o ar da graça tinha que ser a rainha das frutas, a mais gostosa, a mais nutritiva, a mais democrática: banana, menina, tem vitamina...

Foto: Marcelo Migliaccio


E a segunda não podia ser outra senão a árvore que simboliza tanto o Rio a ponto de dar nome à nossa mais famosa escola de samba. Mangueira recheada de mangas.

Foto: Marcelo Migliaccio


Pausa para olhar para o chão e surge uma perfeita estrela do mar, desenhada pela mão divina da natureza nas pétalas de uma flor que se abria para o sol fenomenal daquela manhã de domingo.

Foto: Marcelo Migliaccio


Ao lado dela, outra obra de arte da natureza: delicadeza e as cores mais lindas que eu já vi.

Foto: Marcelo Migliaccio


Mais frutas. Uma padaria lá no alto. Fruta-pão!

Foto: Marcelo Migliaccio


E quem disse que tangerina não dá no verão? Ou será laranja? Pergunta muito complexa para um ser irremediavelmente urbano responder.

Foto: Marcelo Migliaccio


Na caminhada silenciosa, encontro até um cachorro daqueles de filme mudo. Isso é que eu chamo de um olhar expressionista. Quantos segredos mais esconderá esse recanto bucólico da Baixada Fluminense?

Foto: Marcelo Migliaccio


Para ser feliz na simplicidade não é preciso roubar R$ 100 milhões da Petrobrás...

Foto: Marcelo Migliaccio


Claro, a jaca não poderia faltar. Sempre apodrecendo nos galhos. Ninguém vai fazer um doce de jaca hoje?

Foto: Marcelo Migliaccio


Da maior para a menor: acerola, dentro dos menores frascos, a maior concentração de vitamina C da natureza.

Foto: Marcelo Migliaccio



Essa flor eu nunca tinha visto. É urucum, o famoso corante usado pelos índios! Um misto de flor e fruto, veja só...

Foto: Marcelo Migliaccio


Como é bom ver as flores de braços abertos para o sol!

Foto: Marcelo Migliaccio


Eu nunca tinha visto essa Baixada Fluminense, um lugar muito diferente daquele que conhecemos pelas trágicas páginas dos jornais. Muito prazer!



domingo, 18 de janeiro de 2015

Preparar, apontar...

Só uma pergunta:

Será que a polícia da Indonésia prendeu ou, pelo menos, foi atrás do tubarão que receberia os 13 quilos de cocaína levados pelo brasileiro executado ontem? Além da infeliz mula tupiniquim, esse grande traficante, provavelmente nascido naquele país, talvez explore dezenas de outras até hoje, permitindo que, pagando caro, muitos respeitáveis cidadãos locais metam o nariz no pó.

Como funciona o tráfico internacional na Indonésia? Que grupos o exploram? São efetivamente combatidos internamente? Ou é só um jogo de cena falso-moralista e corrupto? Quando uma mula é apanhada pela polícia, significa que outras dez passaram.

Uma carreira de cocaína vale muito mais num estado totalitário.

Talvez a Justiça de lá seja parecida com a daqui no apetite que tem por peixes pequenos.

Ao brasileiro, restou um desabafo:

- Não acredito que minha vida vai terminar dessa forma, diante de um pelotão de fuzilamento...

Li uma reportagem que pinta o condenado como um traficante profissional tentando parecer coitadinho. O texto é meio dúbio. Afirma que o brasileiro ganharia US$ 3,5 milhões na empreitada. Duvido, quem ganha isso tudo com um carregamento de drogas não cruza a fronteira, ainda mais quando a pena é a morte. Paga alguém para fazê-lo.

Lá pelos anos 30, o jornalista americano H. L. Mencken já dizia que "quando os moralistas se instalam no poder, não há limite para a opressão".

Leia também, sobre pena de morte:
http://rioacima1.blogspot.com.br/2012/05/pena-de-morte-para-o-corrupto-e-o.html


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O ódio nosso de cada dia

Sinceramente não entendo todos estarem chocados com o artigo da colunista que odeia pobres. É o que mais vejo por aí. Seja na zona sul do Rio, no interior de São Paulo ou no Lago Sul em Brasília. Esse pensamento está disseminado, a rejeição da classe média devoradora de novelas aos programas sociais do governo é só uma das formas como se expressa no dia a dia. 

Em que mundo vocês, que se dizem chocados, vivem? Quantos fascistas como ela encontram espaço na nossa grande imprensa? São nossos formadores de opinião... E ninguém viu esse ódio nos olhos do Aécio Neves?

Não denota ódio a forma com que os concessionários de barcas, trens, ônibus e metrô tratam a população? E esses trabalhadores braçais debaixo de um calor de 50 graus sem um boné que seja fornecido por seus patrões? 

O pior é que trata-se de uma via de duas mãos porque os pobres, mesmo aqueles obrigados por dever de ofício à submissão, também odeiam a chamada classe dominante branca. Assaltantes que estão matando suas vítimas mesmo sem reação são outra expressão desse ódio, sentimento dominante nas sociedades doutrinadas pelo consumismo, individualismo, racismo etc. Me parece tarde pra reverter tamanho abismo entre as classes. Não há programa social que dê conta. Não há polícia que chegue depois de tão duradoura e ferrenha exclusão social. A educação também não faz frente para reverter o quadro.

Desculpem o pessimismo, mas vai piorar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Fim de papo

Leio por aí que o aplicativo WhatsApp passará a ser pago. Bem que vovó já dizia:

_ Cuidado, o traficante dá as primeiras doses de graça até viciar, depois cobra.

O telefone celular virou um vício, uma pandemia. Você olha para os lados e tá todo mundo teclando. Toda hora ouve-se aqueles barulhinhos chatos de mensagens chegando. Ninguém conversa mais ao vivo, só pelo celular.

O mais engraçado é que a pessoa está sentada na sua frente e teclando com outra a quilômetros de distância. E quando ela se encontra pessoalmente com esta outra, não conversa com ela e sim com você, que agora é quem está longe.

O WhatsApp é a morte do diálogo, é, literalmente, fim de papo.

Foto: Marcelo Migliaccio

domingo, 4 de janeiro de 2015

De lá pra cá

Saldo da minha viagem: 70 pesos em notas falsas recebidos na Argentina, os óculos escuros afanados num bar em Colônia, no Uruguai, e muitas emoções, bicho. Vamos a eles, a começar pelo belíssimo, limpo e moderno aeroporto de Montevidéo. Comparar com Guarulhos ou Galeão resultaria numa goleada ainda mais vergonhosa que os 7 a 1 da Alemanha na Copa.

Foto: Marcelo Migliaccio


Voar nesse lindo país da América do Sul é uma beleza.

Foto: Marcelo Migliaccio


Tem passarinho que mais parece destaque de Carnaval.

Foto: Marcelo Migliaccio


É só deitar numa grama e apontar a câmera pra cima que logo surge algo lindo de ver.

Foto: Marcelo Migliaccio

Não há tantas igrejas como no Brasil, a noite de Natal mais parece a de Réveillon. O Uruguai literalmente não é um país muito católico.

Foto: Marcelo Migliaccio


 Quando a missa atrasa, até Cristo senta pra esperar.

Foto: Marcelo Migliaccio


Mas a catedral tem as mais belas imagens que eu já vi dentro de uma igreja, como essa, em tamanho natural.

Foto: Marcelo Migliaccio


Vale a pena visitar, mesmo que você seja da Iglesia Universal del Reino de Dios...

Foto: Marcelo Migliaccio


E na arquitetura européia, entre tantos prédios maravilhosos, este foi o mais monumental.

Foto: Marcelo Migliaccio


Mas aí veio o Réveillon e os uruguaios ficaram iguaizinhos aos brasileiros.

Foto: Marcelo Migliaccio

Foi a deixa pra eu me mandar pra Buenos Aires, onde o obelisco dá as boas-vindas.

Foto: Marcelo Migliaccio


E o taxista adverte:

_ Não é só o governo, todos são ladrões aqui.

É o que comprovo no táxi seguinte, do qual salto com uma nota falsa de 50 pesos, equivalentes a cerca de 13 reais...

Foto: Marcelo Migliaccio


Evita choraria por ti, Argentina. Ruas sujas, péssimo atendimento nos restaurantes, mendigos e gente que pouco sorri.

Foto: Marcelo Migliaccio


No sinal, o homem que limpa pára-brisas pede um trocado.

Foto: Marcelo Migliaccio

Enquanto na feira de Santelmo os músicos defendem o trocado respirando fumaça de salsichão.

Foto: Marcelo Migliaccio

Com tanta gente assim, eu tinha que receber outra nota falsa, esta de 20 pesos. Vou colocar as duas num quadro, com a frase: "Lembrança de Buenos Aires".

Foto: Marcelo Migliaccio

De volta às coisas boas...

Foto: Marcelo Migliaccio

Como os belos arranha-céu de Puerto Madero.

Foto: Marcelo Migliaccio


Foto: Marcelo Migliaccio

Foto: Marcelo Migliaccio


E as estátuas, nunca vi uma cidade com tantas...

Foto: Marcelo Migliaccio

Dá pra viajar nelas.

Foto: Marcelo Migliaccio

Por um instante, pensei estar em Itú. Mas como havia água, vi que não era.

Foto: Marcelo Migliaccio


Era Buenos Aires, sem dúvida.

Foto: Marcelo Migliaccio




Setenta pesos e um óculos...