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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Líbia

O que acontece na Líbia foi tema da última enquete deste blog,  Para 50% dos leitores, a derrubada de Kadafi tem por trás interesses dos países europeus, que compram quase todo o petróleo líbio. Seriam esses países os financiadores dos rebeldes que, ao que parece, tiraram o ditador do poder.

Outros 35%, também adeptos da teoria de que ocorreu um golpe de estado e não uma revolução popular, acham estranho o poderio bélico dos chamados rebeldes líbios, que estariam sendo financiados por grandes grupos econômicos.

No entanto, 17% acreditam que o povo líbio cansou de obedecer as ordens e os caprichos da família Kadafi e resolveu dar a ela um passa-fora definitivo.

E 3% creditam a queda anunciada do regime à onda revolucionária que tomou alguns países do Oriente Médio e que agora teria chegado ao país.

Não conheço a Líbia, mas conheço as agências de notícia internacionais para saber que seu conteúdo é filtrado de acordo com interesses de seus acionistas e anunciantes. Assim como os grandes jornais brasileiros e como as agências oficiais dos governos ditos de esquerda _ não espere imparcialidade do Granma cubano ou do chinês Diário do Povo. Informação é poder.

Não sei se o povo líbio cansou dos mandos e desmandos da família Kadafi, mas abomino qualquer espécie de ditador, seja de esquerda ou de direita, monarquista, republicano ou tribal.

Não sei se na Líbia ocorre um golpe de estado ou uma revolução popular, mas ainda não vi multidões nas ruas participando do processo. Só vi tanques de guerra, canhões e civis portando fuzis. O povo não porta fuzil.

Nunca fui à Líbia, mas já ouvi falar que sua economia ia bem.

Enfim, não tenho como dizer o que está havendo lá nem como vai ficar. O que sei é que, com certeza, o petróleo está mudando de mãos.

O ouro negro, razão de tantas batalhas


7 comentários:

  1. Marcelo,

    A verdade é que não damos a mínima para o que acontece do outro lado do mundo. Ultimamente não temos dado a mínima nem para o que acontece no apartamento ao lado do nosso.

    Lendo o post me lembrei do velho e veraz ditado: "Uma guerra na China não vale a nossa menor dor de dente"

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  2. Com certeza, Rodrigo, mas se os efeitos das bombas de lá chegarem aqui, teremos muito mais que dor de dente... abração

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  3. Sou menos radical que voce neste aspecto. Desconfio muito dessa "revolucao" contra Kadaf, mas admito a importancia da revolucao cubana e consigo entender, neste caso, o porque da dificuldade em alternar o poder. Mas ainda no tema politica internacional, por que a Italia insistiu tanto com o Battisti se nem o Berlusconi aguenta mais ficar por. La???

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  4. Se vc catar no u tube, vai achar notícias sobre a Líbia, da década de 90, de meados da década passada, onde Kadafi era ovacionado por onde passava, cabe olhar na wikipedia sobre a Libia, cujo idh é altíssimo, se comparado com o restante da Africa (o que não é realmente uma vantagem) e muitos paises das Américas ou Asia.

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  5. Oi, te procurei no JB e não te encontrei.

    Bom, não li o texto acima, vim só procurar o blog pra pôr nos meus favoritos. Sucesso por aqui.

    Fernando MJ

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  6. Boa pergunta, Alexandre. Bem-vindo, Fernando.

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  7. Prezado...faço minhas as suas pertinentes e astutas palavras. Recado pontual e muito bem dado. Mas, infelizmente, a força da grana _ com a providencial ajuda da "bem" intencionada e poderosa imprensa conservadora_ de olho no OURO NEGRO, não perdoa e destrói ou prostiui até países onde o IDH é ou era altíssimo. Mais um crime do "colarinho branco".

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