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sábado, 3 de março de 2012

Grandes encontros da História IV

4 comentários:

  1. Delícia!Vozes celestiais...talentos incomparáveis...lindo !

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  2. Realmente, vale a pena rever. também achei no youtube:
    Toquinho (ao que vai chegar).
    E de toquinho e vinicius (Porque será),essa musica fala da perda do encanto no relacionamento.
    Sergio.

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  3. Prece incrível, mas por coincidência, antes de acessar esse agradável blog, eu estava ouvido exatamente essa bela música no rádio.

    Esses grandes encontros que o Marcelo brinda os leitores são sempre sensacionais !!

    Cury

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  4. Genial, magnífico, excepcional...mas, como os tempos "merdernos" rsrs...estão mais mediocrizados e infantilizados, e o mau gosto assola a humanidade, suponho oportuno homenagear e reverenciar, além do indiscutível MAESTRO SOBERANO, o TOM MAIOR... a número um da melhor música brasileira de qualidade , de excelência, reproduzindo alguns trechos da irretocável crônica com as pontuais palavras da Maria Clara Bingemer: "Elis continua viva em Deus, que lhe deu o dom divino da música que saía qual instrumento de sua privilegiada garganta.
    A Pimentinha, o furacão de voz potente e aveludada. Jeito de menina e coração maduro de mulher. Sorriso maroto escondendo dores e amores. Temperamento forte, que picava feito pimenta na boca, fazendo língua arder e olhos chorarem. Arte que explodia em beleza e maravilha, fazendo a baixinha ganhar estatura de gigante e os ouvintes vibrarem em uníssono, arrastados por seu canto.

    Sou da geração que Elis “arrastou”. Arrastou com sua voz, com seu canto, com seu repertório impecável, com sua voz inigualável, a experiências de plenitude de vida e gozo musical. Arrastou para um novo tempo, uma nova etapa de viver. Nós e o Brasil estávamos passando por profundas transformações. E a força vulcânica da arte de Elis Regina ajudou a nos “arrastar” para uma esperança que, para muitos de nós, já não parecia possível. Ouvir a vibrante voz da Pimentinha conclamando a entrar no mar e acreditar numa pesca milagrosa quando o mar parecia literalmente “não estar para peixe” foi algo inesquecível.

    Depois, tão cedo, tão prematura, a notícia de sua morte. Notícia triste, tão triste que não apenas o Brasil chorou mas o mundo inteiro. Perder tão cedo uma artista assim completa, assim agraciada, assim vital, era um empobrecimento cruel que nos golpeou duramente. E do qual até hoje não nos recuperamos completamente. Outras artistas – genialmente talentosas algumas - vieram simultânea ou posteriormente a Elis. Mas há um lugar ocupado por ela, onde até hoje existe um vácuo. Sua unicidade ainda é um fato na constelação privilegiada que ilumina a arte brasileira.

    Pois que artista algum dia pensou em inscrever a própria voz, como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil? Ela o fez. E bem o fez, pois sua voz era em realidade um instrumento, puro e melodicamente afinado pelo próprio Criador, que conhecia os sons corretos e absolutamente adequados a emitir a cada instante e momento. A voz de Elis, com suas pregas e cordas vocais, era algo por demais precioso para não figurar ao lado de oboés, violinos, cellos e etc.

    Arrastão, hoje, é sinônimo de violência, de desordem, de caos, não da alegria esfuziante que você cantou. O “Brazil” que não conhece o Brasil e que nunca foi ao Brasil que você denunciou com seu canto continua ativo. Infelizmente. São necessários mais talentos como o seu para exorcizá-lo".
    Abraço
    Marcos Lúcio

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