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sábado, 21 de novembro de 2015

Chatô

Não vou nem falar dos milhões consumidos pelo autor do filme, que tecnicamente é bom e bem dirigido. O roteiro funciona bem, embora fortaleça os comentários de que por ter havido problemas na hora de montar o que foi filmado.

Marco Ricca arrebata desde a primeira cena, com uma composição que beira o caricato mas é totalmente crível.

Só que quem assiste Chatô sai do cinema com uma pergunta:

Será que aquele personagem louco, mal educado, chantagista, pedófilo, machista e mau caráter não tinha mesmo nada de bom?

O neto tem razão de estar reclamando.


É curioso, porque o diretor do filme, Guilherme Fontes, afirma ter sido linchado pela mídia por conta do atraso da produção. Justo ele abusou do maniqueísmo ao reconstruir Assis Chateaubriand. Tudo bem que barão da mídia entre os anos 40 e 60 não devia ser flor que se cheire, mas em histórias assim um contraponto, uma pitada de humanidade dão outra dimensão ao filme.


Foto: Marcelo Migliaccio





4 comentários:

  1. Quero acreditar que todo mundo tem. Até o Eduardo Cunha, acho...

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  2. Tá certo! Se tudo fosse visto da mesma forma por todos, como o mundo?????

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  3. Acho que você devia sim falar sobre os milhões recebidos para a execução do filme. Tanto Guilherme quanto Norma Bengell ficaram conhecidos por receberem milhões para produção de filmes que foram gastos de forma mal explicada. Ah tá...foi na época de FHC, imagine se fosse agora?

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