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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O guarda Tom a postos!

Nunca vi estátua de roupa, mas em se tratando de Tom Jobim, tudo é permitido. Só que não precisavam vestir o genial maestro com a farda da Guarda Municipal.

Foto: Marcelo Migliaccio


Conjuntinho cáqui sem vergonha. O Rio é uma cidade pródiga em estátuas. Daqui a alguns anos, não se dará um passo sem esbarrar num maganão de bronze. Apurei nos subterrâneos da prefeitura que o próximo a ser eternizado é o técnico Joel Santana. Sua estátua será fincada diante do consulado dos Estados Unidos, numa homenagem ao treinador pela divulgação da língua inglesa pelo planeta…

No caso do Tom, a mesma fonte da prefeitura, nada confiável, diga-se, assegurou-me que é uma estratégia para afugentar pivetes do Arpoador. Uma espécie de espantalho. Os moleques olham de longe e acham que tem um guardinha vigiando a área. E aí vão roubar celular bem longe, lá no Posto 9…

Como nem um colosso de bronze consegue carregar um piano nas costas, colocaram um violão no ombro do maestro. Em vez de descer o cassetete no pivete, o guarda Tom dará com o violão no lombo do pequeno meliante.

A inauguração teve música à beira-mar...


Foto: Marcelo Migliaccio


E os músicos, principalmente o pianista, sentiram na mufa a força do sol no verão.

Foto: Marcelo Migliaccio


Foi uma festa tipicamente carioca, ou seja, uma zona.

Foto: Marcelo Migliaccio


Mas, vem cá. É o Tom Jobim mesmo? Fiquei em dúvida entre Tarcísio Meira e Adam West, aquele Batman dos anos 60...

Foto: Marcelo Migliaccio



5 comentários:

  1. Mesmo não sendo fã de Tom Jobim, achei legal a homenagem, embora ache que tem muita gente boa na frente dele que ainda não foi devidamente homenageada.
    Não esqueçamos que ele morreu no lugar que mais gostava de estar, Nova York.
    Era um brasileiro americanizado
    Cury

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  2. Verdade meu amigo Marcelo, não tem nada do grande e imortal Tom Jobim! Lamentável, parabéns pelo texto bem humorado.

    forte abraço
    c@urosa

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  3. Musico do calibre do Tom é raridade.

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  4. Mauro Pires de Amorim.

    Bem, nossa sociedade é muito influenciada pelo marketing.
    Creio que, desde o Século XX, principalmente com a popularização dos meios de comunicação, o marketing, a propaganda de massas, passou a ser o grande negócio, juntamente com o ramo dos meios de comunicação de grande alcance e popularidade.
    Assim, faz-se marketing para todos os ramos e atividades, indiscriminadamente e os meios de comunicação, vendem seu alcance, equipamentos, serviços e tempo desprendido na divulgação dos ramos e atividades específicas.
    É a fome e a comida na mesma mesa farta. O marketing, a propaganda é a alma do negócio e junto com os meios de comunicação e divulgação, fazem a festa. Surgem "celebridades", "famosos(as)" e "gênios(as)" impressos e imprimidos pelo marketing e meio de comunicações a cada 10 segundos.
    Até políticos(as) e partidos políticos entraram nessa há muito tempo, lançando seus(as) candidatos(as) "salvadores da pátria e da lavoura".
    Mas o fato, ao meu ver é que a vida é mais simples, embora muita gente que entra na onda do marketing e do estrelismo da publicidade dos meios de comunicação, a considere "complicada".
    Bem, entendo que nós humanos temos um tempo mais curto de existência ao longo da vida do que o passo da história, vez que, ninguém faz história sozinho(a) e mesmo a história, pode caminhar na direção da "evolução" ou "involução", mas de uma coisa tenho certeza, a história é o senso da coletividade e quanto mais consensual for esse senso, quanto mais comum, for esse senso, mais poderemos observar o passo da história caminhando na direção que for, no sentido "evolutivo" ou "involutivo".
    Igualmente, as chances o oportunidades oferecidas pelo Estado, por meio de seus políticos e políticas, bem como dos partidos políticos, pois, afinal políticas e políticos saem de partidos políticos.
    Essa é a justificativa para a existência do Estado, dos partidos políticos e igualmente, do sistema tributário, meio maior de sustento do Estado e também sua justificativa. O mal uso do dinheiro público e do poder político, segundo a avaliação dos povos nacionais em sua época, tem sido ao longo da história humana em nosso planeta a maior motivação para protestos, revoluções, guerras civis e guerras de independência, seja em qual tempo da história da humanidade que for.
    Mas nem sempre, após a "derrubada" do status quo anteriormente estabelecido no poder, as coisas caminham docemente e decentemente, por vezes, o novo status quo alçado ao poder, na verdade, demonstra ser mais parecido com o antigo e o passo da história, caminha modorrenta rumo a "involução". Os anos passam, as décadas se sucedem, os séculos se renovam e com isso gerações são "perdidas" e se sucedem no mesmo novo-velho modelo. Mas a história, está sempre caminhando.
    Felicidades e boas energias.

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  5. puta que pariu, nem FELLINI...

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