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quinta-feira, 3 de março de 2016

E la nave va...

Da pedalada ao pedalinho, está valendo tudo para derrubar Dilma Rousseff.

Mas é preciso parar de culpar só os barões da mídia por esse noticiário flagrantemente direcionado contra o governo e que contraria todos os postulados do bom jornalismo, da isenção à precisão, passando por cima também do sagrado direito ao contraditório e da presunção de inocência. O importante hoje na imprensa brasileira é achincalhar, jogar lama, levantar suspeitas e condenar pelos jornais. Se é verdade ou mentira, pouco importa, o que interessa é desgastar a corrente política que venceu limpamente as quatro últimas eleições diretas para a Presidência da República. 

Quem bota a mão na massa pra fazer o trabalho sujo no dia-a-dia é jornalista classe média, cúmplice da sacanagem. Alguns alegam que esse pessoal está defendendo o leite das crianças? Ok, mas tudo tem um limite. O noticiário extrapolou todos os limites do aceitável. Tá escroto demais. Algum jornalista que ainda tenha brios, a quem reste um pingo de dignidade, precisa que tomar coragem e dizer para o chefe na reunião de pauta:

_ Peraí, essa armação aí não dá, vamos tentar outra coisa... vai pegar mal, é ridículo!

Ajudaria também a limpar a barra dos jornalistas perante a sociedade se os sindicatos da categoria repudiassem publicamente essa manipulação vergonhosa do noticiário. Mas correntes políticas que às vezes disputam espaço com a que está no governo também dominam os sindicatos. Então, o que podemos esperar?

Falta pouco para vermos no jornal o seguinte "flagrante":

Exclusivo! Lula e família fogem do Brasil por via marítima!

Foto: Marcelo Migliaccio

4 comentários:

  1. Com esta lavagem cerebral midiática e com este povo descerebrado e viciado em Big Brothers, funk, axé, pagode, sertanejo universitário e outras bizarrices ou aberrações, infelizmente, pode acontecer o desfecho trágico e/ou patético sinalizado por você. Compartilho texto que considero oportuno:

    "Meu Diploma, Minha Vida": a ignorância instruída

    INDIGÊNCIA HUMANA E MORAL

    "Não importa se, muitas e tantas vezes, o curso é ruim. Se o professor é picareta. Se não há critério pedagógico. Se não é preciso ler duas linhas de texto para passar na prova. Ou se a prova é mera formalidade.
    O sujeito tem motivos para comemorar quando entra em uma faculdade no Brasil porque, com um diploma debaixo do braço, passará automaticamente a pertencer a uma casta superior. Uma casta com privilégios inclusive se for preso. Por isso comemora, mesmo que saia do curso com a mesma bagagem que entrou e com a mesma condição que nasceu, a de indigente intelectual, insensível socialmente, sem uma visão minimamente crítica ou sofisticada sobre a sua realidade e seus conflitos. É por isso que existe tanto babeta com ensino superior e especialização. Tanto médico que não sabe operar. Tanto advogado que não sabe escrever. Tanto psicólogo que não conhece Freud. Tanto jornalista que não lê jornal.

    Função social? Vocação? Autoconhecimento? Extensão? Responsabilidade sobre o meio? Conta outra. Com raras e honrosas exceções, o ensino superior no Brasil cumpre uma função social invisível: garantir um selo de distinção."

    Um exemplo dentre milhares, da ignorância instruída:Para que chamar a atenção do garçom com discrição se eu posso fazer um escarcéu se pedi batata-fria e ele me entregou mandioca frita? Ao lembrá-lo de que é ele quem serve, me lembro, e lembro a todos, que estudei e trabalhei para sentar em uma mesa de restaurante e, portanto, MEREÇO ser servido. Não é só uma prestação de serviço: é um teatro sobre posições de domínio. Pobre o país cujo diploma serve, na maioria dos casos, para corroborar estas posições.

    Matheus Pichonelli

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  2. Gostei muito da entrevista do Celso Antônio Bandeira de Mello no JB online de hoje:

    Bandeira de Mello criticou ainda a imprensa brasileira, monopolizada em sua opinião: "Não há liberdade de imprensa. Não existe liberdade de imprensa se quatro ou cinco empresas dominam a informação pública. Não há uma expressão da verdade, mas de interesse. Deve-se disciplinar as empresas deste setor, regulamentando-as. Alguém que tem jornal não deve ter televisão".

    O jurista diz não entender como "o governo financia os que atacam a ele". "Por que financiar os adversários? Se deixar de financiar vão à míngua e morrem", referindo-se a grandes veículos de comunicação.

    Cury

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  3. Fazendo uma síntese do que li nos "blogs sujos", a intenção do delegado fascista era realmente prender o Lula e levar para a República do Paraná governada pelo Beto Hitler. No entanto, o delegado filho do fundador do PSDB de sua cidade natal, não contava com uma reação popular tão rápida. Com isso deu uma afinada ao ver que o sangue ia começar a rolar. Enfim, agora encontra-se em uma sinuca de bico: Lula preso vira herói, morto vira mito e solto vira presidente...

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