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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Glória, glória ao senhor

O fogo destruiu o museu em São Paulo, e o governador Alckmin, literalmente, queimou a língua. No Rio, a chama neofascista chamusca o artista, interpelado agressivamente por mauricinhos descerebrados numa rua do Leblon. O governador Pezão, blindado pela emissora antipetista assim como o prefeito, fecha hospitais, manda o servidor pedir empréstimo no banco, escolhe oficiais corruptos para a cúpula da polícia. Em Brasília, uma corja de parlamentares ora trama golpes, ora falcatruas com o dinheiro público.

Às vezes, tudo parece estar em ruínas, como o glamouroso hotel de luxo na Glória. No auge de sua megalomania, um bilionário resolveu tomar para si o imponente prédio. Prometeu uma grande reforma, um novo empreendimento para rivalizar com o Copacabana Palace, uma atração a mais durante a Copa do Mundo. Mas seu dinheiro fez água, sua fama também. De capa de revista, passou a motivo de piada. A obra parou no meio, e o Hotel Glória ficou abandonado.


Foto: Marcelo Migliaccio


A obra parou há meses. O mecenas sumiu de cena, não posa mais para as revistas na sala de estar, não acena orgulhoso na janela.


Foto: Marcelo Migliaccio


Os hóspedes já foram mais ilustres...



Foto: Marcelo Migliaccio


Na entrada, em vez de tapete vermelho, tapume pichado.



Foto: Marcelo Migliaccio

A placa de venda do vizinho lhe cairia bem.


Foto: Marcelo Migliaccio

O glamour hoje é uma foto amarelada


Cartão postal antigo

Um comentário:

  1. Estava falando disso outro dia com uns amigos, quando alguns prédios famosos não ficam entregues as mosas (Hotel Glória, TV Manchete, etc...) viram Igreja ou centro comercial (Politeama, São Luiz) sem falar do Canecão que está em ruínas.
    Daria pra escrever um livro sobre esse assunto.
    Quem viu viu, quem não viu, nem imagina o que perdeu !!
    Cury

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