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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O poste revolucionário

Amigos, eis a maior invenção da Humanidade depois da calça jeans, do cachorro-quente e dos óculos escuros: o poste pudico! Trata-se de um biombo de metal que esconde um mictório em plena calçada.



Todo homem sabe a dificuldade que é quando bate aquela vontade incontrolável de tirar água do joelho. Até os oito ou nove anos de idade, basta procurar uma árvore ou poste e colocar o passarinho para fora buscando alívio imediato. Todo mundo (ou quase todo mundo) acha bonitinho o garotinho fazendo um xixizinho inocentinho. E é sempre a mamãe que ensina.

_ Vai ali no poste, filhinho.

Mas, a partir dos dez anos, surgem os primeiros olhares de reprovação em cima do moleque mal educado. Com mais de quinze, o mijão em via pública está sujeito a ser conduzido à delegacia por atentado violento ao pudor. Isso se não levar uns tapas ou bolsadas pra deixar de ser sem vergonha. Realmente, a lei está certa em coibir tal prática, não só em respeito aos nossos olhos mas principalmente às nossas narinas, que sofrem com aquele odor característico da Cidade Maravilhosa em épocas de Carnaval ou Réveillon.

Então há, sim, motivos para comemorar a instalação dessas engenhocas pela cidade, embora eu só as tenha visto até agora na praça do Largo do Machado. Se a companhia de limpeza urbana conseguir manter aquilo limpo rotineiramente, terá sido um pequeno passo para o homem mas um grande passo para a Humanidade. Até porque hoje em dia o botequim mais furreca está cobrando R$ 2 para um não-freguês usufruir de seu amplo e perfumado banheiro.

Outra vantagem é que o poste pudico é exclusivo de humanos, já que os cachorros preferem os postes tradicionais. Só faltava essa: ter que esperar na fila, com vira-lata indócil atrás de você, até que um poodle de madame acabe de obrar.

Não creio que as mulheres gostem muito do novo invento, não existe similar para elas, no entanto acho que preferem isso à alternativa anterior.

E o melhor é que o poste pudico tem uns furinhos por onde o usuário pode contemplar a paisagem enquanto se livra de suas tensões fisiológicas. Tudo dentro dos mais altos padrões de civismo.

4 comentários:

  1. Só falta um álcool gel para limpar as mãos após o uso do "banheiro".

    Cury

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  2. mas como quem desmanda é o tal do Dudu, aí já viu né. Só além desses, na Lapa. E não, não é limpo com frequência, geralmente estão um nojo, e pra cada um desse custar $ 19 mil !!, acho um pouco roubado demais né. Além disso deve haver em cada bairro, em cada aglomerado de gente.

    Abraços

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  3. Dá até pra notar o chão molhado...

    Torelly

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  4. O Rio de Janeiro é por tradição uma cidade suja. Os habitantes da cidade tem por hábito não respeitar as regras. A prefeitura por sua vez deixa muito a desejar e não consegue limpar a cidade como deveria. Essa ideia "luminosa"é simplesmente rídicula. Continua beneficiando o hábito de "mijar" em público. Logo, logo a fedentina se espalhará . O que falta ao povo não é banheiro, mas sil educação e repressão. YRB

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