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domingo, 28 de julho de 2013

República Argentina de Copacabana

Foto: Marcelo Migliaccio


Eles estão por toda parte. As garotas com suas unhas pintadas de rosa e esmalte descascado e os garotos com bermudas, tênis e meias marrons. São os argentinos que tomaram conta de Copacabana para ver o hermano Francisco abençoar gente do mundo inteiro na terra de Pelé e Neymar.

Foto: Marcelo Migliaccio

Sempre fechados e desconfiados, os súditos de Maradona e Messi sabem que pisam num chão estranho, que volta-e-meia parece hostil. Tanto lá como aqui, a rivalidade é alimentada irresponsavelmente na mídia. A coisa extrapola o futebol e quase sugere um conflito étnico E assim, uma rixa folclórica como as de cariocas e paulistas, gaúchos e catarinenses e baianos e pernambucanos se torna perigosa. Os jornais sensacionalistas daqui tentam imitar as manchetes provocativas dos diários argentinos. Para isso, o futebol é um prato cheio. Às vezes, a situação econômica de um ou de outro também dá margens a ironias.


Foto: Marcelo Migliaccio

Ou seja, uma tolice sem tamanho.


Foto: Marcelo Migliaccio

Adoro o cinema argentino, acho bem melhor que o nosso. Os atores não são tão exagerados como muitos daqui. A iluminação não é aquela de comercial de TV como nos filmes brasileiros. Os diretores de lá querem aparecer menos que os daqui, os argumentos são sempre mais densos e os roteiros mais elaborados.

No futebol, é o maior clássico do mundo. O Fla-Flu das seleções. Jogadores extremamente técnicos dois dois lados, os deles mais aguerridos. Tivemos um Pelé aqui, eles um Maradona lá. Pra mim, os dois maiores de todos os tempos se equivalem em genialidade.

Nossas garotas, porém, são muito, muito melhores. As de lá falam grosso e não têm charme.

As cidades têm prós e contras. Se aqui tem muita miséria, lá o ar é poluído demais. Temos belezas naturais, eles arquitetura fascinante. Reduzimos mais a pobreza, mas eles colocaram seus ditadores na cadeia. Eles elegeram Menem; nós, Collor. A presidente argentina enfrenta os monopólios da mídia, a daqui ainda hesita. Temos riquezas, eles Prêmios Nobel. Prefiro morar aqui. Eles, lá.

Somos muito diferentes, jamais seremos amigos do peito, mas, que sejam bem-vindos se mostrarem que compraram a passagem de volta...                                                               


Foto: Marcelo Migliaccio

8 comentários:

  1. Esse Papa lembra o Papa Sorriso (João Paulo I), e que até hoje existem controvérsias sobre sua morte. Na minha humilde opinião, a tese mais forte foi que ele entrou em choque com idéias e interesses da Opus Dei.

    Que Deus dê vida longa a esse Papa.

    E aos argentinos, desejo que sintam-se em casa, mas só até 2ª feira, quando acaba a JMJ. rsrs.

    Cury

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  2. Mauro Pires de Amorim.
    Sou morador de Copacabana e se esse evento serviu de teste para outros grandes eventos que estão por vir a nota para a receptividade do povo carioca está sendo bem alta, mas a parte que depende do poder estatal enquanto governo que governa para o bem estar comum, sejam nacionais ou estrangeiros, diante do evento previamente aceito e que deveria, por um mínimo de planejamento e previsibilidade por parte das autoridades estar organizado é uma lástima.
    O transporte público não dá conta do mar de gente que veio ao Rio de Janeiro para tal evento e o transporte privado não pode atuar, já que o bairro de Copacabana está bloqueado aos veículos particulares. Com isso muita gente que veio para cá teve que dormir na praia mesmo.
    Conforme ocorre no Ano Novo e no Carnaval, não foram disponibilizados banheiros químicos, obrigando a quem veio para o evento usar o dos bares e restaurantes ou então fazer suas necessidades na rua mesmo.
    Toda esse despreparo na parte da organização do evento e que depende dos governos e da previsibilidade e planejamento do poder público, logo dos políticos é reflexo do despreparo para o exercício do cargo governamental em sua função precípua enquanto papel do Estado.
    O preparo que os políticos do Estado do Rio de Janeiro tem é em outro sentido. No sentido de usarem os cargos estatais como forma de retribuição a quem lhes financiou a campanha eleitoral e logo possibilitou sua eleição e continua lhes apoiando no poder. Esse é o valor da bolsa de valores da política brasileira e os partidos políticos existem como mera fachada formal para atender os requisitos da legislação.
    Por falar nisso, a esposa do governador Cabral não é advogada do sistema de transportes? De repente é ela também que governa e Cabral é uma mera fachada, bem no estilo da política brasileira.
    Depois ainda tem brasileiro(a) que se refere aos produtos de 2ª linha e falsificados como paraguaios. Na política, somos um grande Paraguai. Roto que fala mal de esfarrapado.
    Felicidades e boas energias.

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  3. "Tanto lá como aqui, a rivalidade é alimentada irresponsavelmente na mídia.Ou seja, uma tolice sem tamanho", é um comentário acertadíssimo, na minha desimportante avaliação. Tanto brasileiros quanto argentinos podem ser bons ou ruins, inteligentes ou burros, feios ou bonitos, etc., como qualquer povo de qualquer país. Qualidades e defeitos humanos não são uma questão meramente territorial.
    Marcos Lúcio

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  4. Também acho essa e qualquer forma de xenofobia uma grande ignorância. Gosto dos argentinos ( o futebol dele é muito feio). Adoro a música argentina de Mercedes Sosa a 'La Máquina de Hacer Pájaros'. Penso que o cinema argentino é o que tem produzido mais perolas para o cinema latino-americano atualmente. Gosto principalmente das argentinas. Uma vez dei uns beijos em uma loirinha argentina. Adivinha onde ? Praia vermelha. Um flor de menina aquela. Meu coração bate forte só de lembrar. Mas não virou romance e nem tinha como.
    Fico feliz que a JMJ tenha acabado. Já foi mais que o suficiente viver uma semana bombardiado por tando discurso idade média...

    drapetomaniaco

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  5. Que ninguém se iluda. Em qualquer país do Mundo você é melhor recebido se estiver só de passagem e com dinheiro para gastar. Quando estudei na Catalunha, a primeira coisa que meu vizinho de prédio (um senhor asqueroso, diga-se de passagem) perguntou foi quando eu regressaria para o Brasil. Tenho amigos que viveram ou visitaram a França, Reino Unido ou mesmo a Argentina há duas décadas atrás e reclamaram muito da forma como foram tratados naquela época. Hoje, depois da melhora do Brasil nos últimos 10 anos e quando, por exemplo, o segundo povo que mais gasta em Londres é o brasileiro, eu e creio que todos nós, estamos sendo muito melhor recebidos nestes e em outros países do Mundo, desde que a passagem de volta já esteja marcada.

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  6. Comecaram os milagres! Sarna-ey esta internado com infeccao respiratoria.

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  7. Tijuca também lotada de argentinos.

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  8. Mauro Pires de Amorim.
    ótima notícia marqueteira!!!!!!!
    SUS OFERECERÁ PÍLULA APÒS ESTUPRO.
    Que grande jogada de maqueting!
    Só que no mundo real onde vivem as pessoas reais, inclusive estupradores e estupradas, até que tal fato se realize na burocracia estatal; a criança já nasceu, completou 3 anos de idade e foi psicologicamente assimilada peal estuprada e pala família dela.
    O Estado brasileiro chupa pirulito com suas criancinhas institucionais!!!!!
    Inclusive o Judiciário onde magistrados(as), promotores(as), procuradores(as), advogados(as) estagiários(as) são doutrinados(as) para viverem também no mundo do formalismo do faz de conta e na verdade só obtêm decisões rápidas na justiça quem tem trâmite palaciano; seja no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, bem ao estilo dos "lobistas" ou puxa-saco de gabinete.
    O Brasil é o país do faz de conta, um grade Paraguai. Aliás deve ter sido isso que ensinamos à eles depois da guerra, a serem uns "laranjas". E como para os(as) acomodada históricos(as), nada se cria, tudo se copia, o grande "barato" ou "viagem" é ser plagiador histórico sem discernimento entre a ciência do bem e do mal; aquilo que presta e o que não presta. No mais o marqueting massificado e chato, resolve enfiando guela abaixo de tão repetitivo que é. Algo tipo lavagem cerebral!
    Mas o sonho de nossas elites é ser cadelona e cadelão dos "mestres" Norte-Americanos e viver o sonho Norte-Americano, ainda que no fundo e na verdade, eles(as) estejam cagando e andando para nós "macaquitos".
    Então macaquito, cresce, amadurece e vira King Kong, que sabe andar com as próprias pernas e deixa de ser marionete de circo e para de dar uma de gorila aleijado! Hurra!!!!!!
    Felicidades e boas energias.

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