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sábado, 4 de fevereiro de 2012

A cultura da violência

Cinco minutos de pontapés no rosto. Cinco minutos que pareceram uma eternidade. Três jovens de classe média, usando roupas de grife, foram os autores da covardia. Quem os vê na rua pode achar que são galãs de novela, mas, na verdade, são homicidas que espancaram covardemente um rapaz que protestou quando os viu tripudiando sobre um morador de rua.

A barbárie aconteceu na Ilha do Governador (Zona Norte do Rio). A vítima que tentava defender o mendigo está no hospital, de onde não sairá tão cedo. Teve os ossos da face esfarelados, sua pele será retirada para a colocação de placas de titânio. Segundo os médicos, levará quatro meses para que seu rosto seja reconstituído.

Dois dos pitboys estão presos. Quando o caso esfriar, vão sair da cadeia, porque no Brasil só pobre e preto ficam presos. Devem ser aficcionados do Vale tudo, ou MMA, uma aberração chamada de esporte onde é permitido continuar esmurrando um adversário já caído, quase desacordado. É o esporte que mais cresce no Brasil, sinal dos tempos e do ponto a que chegamos. A emissora líder de audiência resolveu pegar carona e comprou os direitos de transmissão das lutas. Vai massificar ainda mais a cultura da porrada. E não adianta os campeões do esporte dizerem que lugar de lutar é no ringue, porque os garotões mimadinhos não escolhem onde vão imitar seus ídolos. No meu tempo de infância, tentávamos reproduzir as jogadas de Zico e Rivelino. Hoje, a garotada quer desacordar alguém como fazem o Vítor Belfort e o Minotauro. Aquilo nada tem a ver com arte marcial. Não é a mistura de todas como tentam fazer crer, é a briga de rua institucionalizada.

Não chego a dizer que essa animalidade travestida de esporte tenha que ser proibida. Mas deve ser um evento fechado. Quem quiser assistir, que compre o ingresso e vá para a arena ver sangue. Transmitir isso pela TV equivale a dizer a assassinos em potencial como esses que enfiar a porrada covardemente em alguém é aceitável, é legal, é edificante, é atlético. Hoje em dia, não há festa que não acabe em pancadaria. O Youtube está repleto de vídeos. Até as garotas agora resolvem tudo no braço.

Tudo que precisam é de um pretexto.

E o jovem agredido até quase a morte deu um a esses brucutus com cérebro de minhoca: defendeu um desvalido que era achincalhado. A infelicidade e o desamparo social daquele homem não bastaram para os três neonazistas de shopping center. Quem se importa com um mendigo? Que tal uma faxina social básica? Se tivessem álcool ou gasolina à mão poderiam ter ateado fogo no coitado, como fizeram aqueles bossais em Brasília anos atrás. Seria muito mais divertido.

Agora, só falta a mamãe de um dos criminosos vir a público dizer que seu filhinho é um doce de pessoa, que foi criado com todo amor e leite Ninho, como fez a genitora daquele homofóbico que quebrou uma lâmpada de tungstênio no rosto de um rapaz na Avenida Paulista (será que continua preso? Duvido). Mas a boa senhora dirá que não sabe como isso pôde acontecer. Foi simples, dona, em vez de educar seu filho, você delegou essa tarefa para a televisão. E deu nisso. Mas, logo, um juiz qualquer vai se comover e devolver os três facínoras ao convívio social.

Talvez, para que arrebentem a cara de mais um.

Cemitério São João Batista, no Rio. Foto de Marcelo Migliaccio

17 comentários:

  1. A covardia desses moleques travestidos de "cocô boys" andam em bandos, pois sozinhos não são de nada. Corajoso foi o jövem que mesmos estando só resolveu interpelar a gangue de tarados. Será que seráo identificado? Vai ser dificel. No momento eles devem estar debochando da vítima juntamente com sua tribo do mal. Apesar de tudo o jóvem heroi demonstrou seu bom caráter e sua coragem. Se fosse meu filho, apesar da dor eu estaria orgulhosa. Yves Rangel.

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  2. Nossa cultura privilegia a "valentia" travestida de violência, coisa que começa em casa e é estimulada pelos pais, aqueles que ainda acreditam em teorias como "homem não chora", por exemplo. Culpados por seu fracasso como educadores e responsáveis pela educação dos filhos, estes pais e mães acabam dando-lhes liberdade, presentes e defesa em exagero, sobretudo quando seus filhos começam a vandalizar por aí. E todos, ignorantes de dar pena, cometem erros a respeito do significado das palavras, exatamente como é o caso sobre "valentia" e "violência". Acho incrível que o mercado de livros esteja crescendo, realmente não entendo quem é que anda lendo tanto, porque entre os jovens que conheço, a maioria jamais leu um só livro até o fim. Então crescem trocando as bolas não só a respeito das palavras, mas também sobre as noções de certo e errado, de bem e mal, de civilidade e selvageria, de homem e de animal.

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  3. No carnaval, esses boçais se proliferam, por isso deixei de ir as bandas que tanto gostava de ir.
    Já que a TV não educa (preferem passar filmes e programas com conteudos bem violentos), deveria ser obrigada por lei a reservar uma parte da sua programação a programas educativos.
    Será uma utopia ??
    Cury

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  4. Acho que não é utopia, Cury, basta haver parlamentares que não tenham medo ou rabo preso com a mídia para que essa lei seja feita. E um presidente também independente. A TV pode tudo no Brasil há décadas...

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  5. Marcelo,não é bem por aí,colocar a culpa na educação que a mãe deu em casa a essas crianças. Nem uma mãe,educa um filho,para que ele seja violento,só que esse filho,a partir de 17/18 anos vai trocando o colo materno,pelas baladas,pela vida noturna com namoradinhas,amigos,e por aí vai.(Normal nessa idade.) E é daí que surgem as influências. Vamos combinar,que dessa forma fica complicado,para nós as mães que estamos em casa,manter o controle. Bom domingo.

    Monica.








    Monica.

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    1. Mauro Pires de Amorim.
      Mônica, tudo bem, culpar os pais, pode não ter nada a ver, afinal, vamos individualizar. Portanto, cada um que arque por seus atos.
      Agora, se um(a) jovem, chega aos 17/18 anos, sempre lembrando, que aos 18 anos de idade, já se é um jovem adulto, jovem, mas adulto. E aos 17 anos, não se é diferenhte, pois 1 ano, não altera o caráter de ninguém, desde que esse caráter tenha esteios sólidos. Com isso, se aos 17/18 anos, se é um(a) alienadinho(a), fútilzinho(a), hedonistazinho(a) e outros adjetivos que representem a mais pura expressão da cultura e capacidade microcéfala de valorações comportamentais e de vida em sociedade. Pode ter certeza, isso é a representação das valorações no meio onde foi criado, principalmente a família e as relações inter-parentais.
      Quem se deixa levar por opiniões e valorações de "turminhas", "patotinhas", "galerinhas", de baladinhas, boatezinhas, prainhas, academiazinhas e não tem seus próprios critérios de valores aos 17/18 anos, é igualmente outro(a) lesado(a) intelectual, um(a) bonequinho(a) que depende dos outros para existir. Por isso a necessidade da "turminha", "patotinha", "galerinha".
      Nada contra ter amizades, mas para se realmente chamar alguém de amigo, é preciso ter critérios e valorações, escolhas e percepções. O resto, os outros, são no máximo, conhecidos. Mesmo assim, muito cuidado com quem se conhece.
      Felicidades e boas energias.

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    2. Mauro,apesar de não concordar com alguns dos seus conceitos,é muito bom saber que vc entende,que os pais não são culpados pelos erros dos filhos. Eu tenho dois,16 e 18 anos,e acredite,fico muito triste quando vejo as pessoas colocarem a culpa na genitora,por tudo de errado que os filhos fazem na rua...
      Boa noite.

      Monica.

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  6. Tenho saudades do delegado Hélio Luz, na época em que ocorriam muitos sequestros no Rio, ele mandou essa pérola:
    "O sequestro é uma maneira de socializar os bens ", claro que há um pequeno exagero nessa frase, mas não tenho pena quando um milionário perde um pouco do que acumulou (sabe Deus como).
    Sou completamente a favor do: "Não basta confortar os aflitos, é necessário afligir os confortados".
    Cury

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  7. E tomara que a próxima vítima dos pitboys seja filho dos diretores da Globo ou dos juízes de meia pataca. Porque só assim para que eles tenham empatia com os desvalidos.

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  8. Casos de violência gratuita praticada por jovens se tornam cada vez mais comuns. De quem é a culpa? A psicóloga clínica Lea Michaan vai esclarecer.

    Ainda somos como nossos pais.Eles foram nossos mestres de vida! Afinal, o dito popular vaticina: filho de peixe, peixinho é, ou, quem sai aos seus, não degenera. Não conheço exceção, sou de família numerosíssima, e nas famílias de amigos e conhecidos, os bons exemplos dos pais se perpetuam, com pequenas modificações.

    Mas, para não ferir suscetiibilidades, dou a palavra, então, à Lea, especialista no assunto: "O adolescente ainda não possui uma mente formada e é inseguro. Agredir é uma maneira de se autoafirmar e de sentir-se sunperior perante o agridido, seja verbal ou fisicamente. Ele sente uma necessidade enorme de se exibir para os colegas pois precisa exercer diversos papéis para descobrir quem ele é. E ser “malvado” faz parte do script. Assim, ele, falsamente, sente-se corajoso e forte. Não tendo mente formada e ideias próprias, e com pais pouco ou nada presentes, se o grupo de amigos resolve ser agressivo, o jovem adere inconsequentemente.

    Mas, o fator predominante mesmo é que a família tem um peso fundamental na conduta dos jovens. Muitos pais fecham os olhos na hora de educar , não impõem limites e o resultado disso , desta nefasta omissão, desta permissividade, desta falta de limites, taí.

    Ser pai e mãe é uma das tarefas mais difíceis por exigir um alto nível de bom senso(infelizmente, privilégio de poucos e a reprodução irresponsável é mais comum do que supomos). Dependendo da situação, os pais precisam ser rígidos, tolerantes, flexíveis, e por aí vai. O caminho das pedras para ser bons pais é desenvolver a capacidade de escutar para "legitimar/conhecer" o comportamento dos filhos, identificando-se e lembrando-se da época em que também eram jovens. Validar os sentimentos dos filhos sabendo que legitimar não significa concordar com suas ideias, pois ainda precisam ser orientados. Sentindo impelidos a conversar com seus pais, porque estes os escutam e os levam a sério, os filhos estarão abertos para escutar os pais e levá-los a sério também. Toma lá, dá cá.

    Os limites devem ser impostos desde sempre_ com amor e cautela_ e de forma que a criança sinta que esta medida é para sua proteção, educação e feita com amor. Não adianta o pai querer dar amor ou educar o filho quando ele estiver grande ou repassar esse papel para outro. Isso é feito dia a dia, desde pequeno.

    Os sinais para tornarem-se violentos nas ruas ou escola começam em casa. Se isto acontece é porque os pais são agressivos ou porque nunca deram limites , chegando ao ponto de serem negligentes.Então os filhos agridem como forma de pedir limites.

    O jovem agressivo deve ser encorajado e ajudado a encontrar meios de escoar esta agressividade de uma maneira possível, saudável, civilizada, como esportes e conversas, por exemplo, ou mesmo terapia. Normalmente, a despreparada sociedade, equivocadamente diz o absurdo de que cabe à escola educar o filho. Que fique bem claro: a escola é responsável pelo aprendizado e os pais pela educação.

    São os pais os maiores exemplos para os filhos, afinal, a fruta nunca cai muito longe da árvore!

    Portanto, o filho primeiro convive com os pais e é com eles e neles que se espelham. Colocar a culpa na escola ou nos outros é se eximir de qualquer responsabilidade e passar atestado de fracasso como procriador (pais verdadeiros são responsáveis e educadores cotidianos).

    A maneira com que os jovens foram criados será o registro para criar a própria família. A agressividade ou o amor e respeito em família é algo que passa de geração em geração.

    Uma família que transmite amor , assumindo e levando a sério a tarefa de educar , compreender e proporcionar boas experiências, não desenvolverá nos jovens o ódio e a agressividade. Ambiente familiar em que o amor predomina, os filhos desenvolvem o sentimento de respeito, consideração e gratidão à vida. E, são mais satisfeitos e felizes.
    Abraço
    Marcos Lúcio

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  9. Muito bonita a foto acima. Nem é preciso ir à Salvador principalmente nessa época tumultuada.
    Sergio

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  10. Sejamos práticos: todos nós sabemos que quando o assunto sair da mídia esses vermes estarão soltos para voltarem a praticar esse tipo de crime; assim sendo, a família da vítima tem duas opções: primeira: se conforma com o sistema, pois o mundo é injusto mesmo, e deixa tudo está; segunda: faz um bom planejamento e depois faz justiça com as próprias mãos.

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  11. Nada a acrescentar, o recado está muito bem dado.As colaborações da Fernanda Dannemann, do Mauro Amorim e do Marcos Lúcio, são pontualíssimas. Assino embaixo. Só vou reproduzir um texto psicanalítico, quanto à questão do homofóbico que agrediu , covarde e gratuitamente, como de hábito, um homossexual na av. Paulista, comprovando que antinpatias violentas traem ou evidenciam, mesmo, afinidades secretas.

    "O que a prática clínica psicanalítica nos mostra empiricamente é que o comportamento sociopata dos indivíduos homofóbicos costuma ser um exemplo clássico de formação reativa, um mecanismo de defesa do ego que consiste basicamente em atacar no outro aquilo que se encontra presente em si próprio, ou seja: eles reagem violentamente contra aquilo que não toleram em suas próprias estruturas psíquicas, e o fazem agredindo aqueles que têm a coragem de ser o que são. É recalque puro. São neuróticos clássicos, pois sofrem – e sofrem muito; na verdade, são ESCRAVIZADOS - com a luta dentro de si próprios entre o desejo que sentem, e a proibição que lhes foi imposta pela “educação” que receberam dos pais, ou de uma religião, ou mesmo da própria sociedade. Muitos deles também foram vítimas de abuso sexual. São pessoas, em geral, extremamente tristes, sisudas, amarguradas e ressentidas, e sua doença, sem tratamento psicoterápico e medicamentoso, pode facilmente evoluir para um quadro depressivo grave, onde não raro protagonizam cenas deprimentes de auto-mutilação e tentativas de suicídio. Vários deles encontram-se, neste exato momento, ocupando importantes cargos de autoridades eclesiásticas, lideranças políticas e policiais, "AROUND THE WORLD". E, lamentavelmente, o fim de vários deles será o manicômio, a prisão ou a sarjeta".
    Um abraço
    Danilo

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  12. Não sei (ou sei?!) por que cargas d'água, ao saber desta nefasta ou horrenda notícia, ou seja, desta imperdoável barbárie, pensei imediatamente nesta frase do sempre genial, pós-moderno/eterno e realista Machado de Assis: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria". Para quem ainda não entendeu um dos seus muitos significados...sugiro que assista o filme: "Precisamos falar sobre Kevin", ainda em cartaz, para ver uma das infinitas possibilidades desta transmissão, ou seja, como se constrói, ctidianamente, o "monstrinho da mamãe". Não restará dúvida aos incautos ou nefelibatas ou ingênuos, que é sim, "de pequenino que se torce o pepino".

    Se os abortos que a Dercy fez, por absoluta falta de possibilidade e conhecimento, evitaram que chegasse ao mundo criaturas perversas, nazistas, vândalas, homicidas, perigosas, marginais, violentas, enfim, a gentalha do mal...bendita Dercy!!!

    Parabéns pelas suas sempre bem ditas palavras, Marcelo.
    Verônica

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  13. Concordo plenamente com tudo que você escreveu. Parabéns por mente tão lúcida.
    O meu comentário é o seguinte: o que fazem quatro ou cinco jovens bonitos, com roupas de grife, bem alimentados e exercitados tentando matar mendigos? Porque não estavam namorando garotas ou procurando mulheres? Porque não passam de homossexuais incubados, homossexuais que em vez de liberarem seus desejos entre si, o extravasam numa orgia sádica e perversa matando outros homens. Cada chute no mendigo e cada osso quebrado da face do rapaz que tentou salvá-lo, não era mais do que a expulsão do ódio que sentem por si mesmos - pelas masturbações que praticam solitariamente pensando em homens. Porque gays assumidos não saem por aí matando homofóbicos? Porque são seres realizados no seu desejo de dar e receber amor. Porque apesar das dificuldades, se permitem o luxo de serem felizes segundo suas orientações sexuais. Preferem o gozo verdadeiro do embate dos corpos na busca do prazer, do que a escatologia sádica de matar ou mutilar outros humanos. O dia em que esses homossexuais enrustidos deixarem de lado sua covardia e tiverem a coragem de trocarem prazer entre si, todo esse vandalismo assassino deixará de acontecer.
    Akenaton

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  14. O blogueiro, para variar, foi muito feliz na sensata abordagem desta doentia barbárie. Ao ler o ótimo comentário do Danilo, lembrei-me da resposta dada em entrevista, pela brilhante Márcia Tiburi, escritora, graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de professora do programa de pós-graduação em Arte, Educação e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da Revista Cult , etc.

    Quando indagada sobre intolerância ou violência gratuita contra homossexuais, da homofobia, enfim, ela não titubeou e fez um honesto e analítico diagnóstico: " Acho que o capitalismo e o consumismo e as formas de comportamento neste sistema são mesmo fascistas. Ódio ao outro é algo comum. Quanto à intolerância ou à agressão física contra os homoafetivos... certamente quem age assim é porque está revelando seu próprio desejo nesta hora. O jeito mais covarde de tocar num homossexual é batendo... Mas é um jeito de tocar. O desejo já ficou explícito".

    Como discordar? Sabemos que homens com desejo erótico exclusivo por mulheres, não estão nem aí para os gays. Ao
    contrário, gostariam mesmo, se pudessem elaborar este raciocínio, é que nascessem cada vez mais homossexuais para que sobrassem cada vez mais mulheres para eles. O foco do homem verdadeiramente heterossexual ou heteronormativo (segundo Kinsey somente 10 por cento dos homens são exclusivamente assim) é a mulher, jamais, em hipótese alguma, os homoeróticos que eles ignoram ou desprezam solenemente, ou, no máximo, acham graça se ou quando são divertidos.
    Cristina

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  15. quero ver é o dia que um desses parasitas imprestáveis agredir um bosta global o que a emissora da violencia-24horas-no-ar vai dizer.

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