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terça-feira, 28 de junho de 2016

Craque é coisa do passado

Messi nunca será Maradona. Cristiano Ronaldo nunca será Eusébio. Neymar jamais será Pelé, como Ronaldinho Gaúcho também não conseguiu ser. Ficaram milionários muito cedo, não precisam e nem querem provar nada. Eusébio não rebolava na hora de bater pênalti, Maradona não vomitava em campo nas finais. Pelé não jogava champanhe na piscina rodeado de marias chuteiras de luxo.

Um ídolo é feito de genialidade mas também de suor e sangue.

Hoje o futebol é um espetáculo televisivo. Os velhos estádios para mais de 100 mil pessoas foram destruídos. Deram lugares a arenas elitistas, o ingresso é caro, pobre não entra mais. Sem alma, mais parecem grandes estúdios de TV.

Os craques de hoje passam mais tempo tirando fotografias e gravando comerciais do que treinando. A seleção brasileira há anos é formada por autênticos canastrões. Um olho na bola, outro no telão. Choram melhor que o Tony Ramos, são mais frágeis que a Marina Ruy Barbosa.

Alguns, são vendidos para clubes do exterior antes mesmo de jogarem como profissionais no Brasil. Não criam raízes com as agremiações daqui, craques vão embora sem conquistar nenhum título pelo time que os formou. Um absurdo.

Qualquer dia, quando fizerem um gol, em vez de beijarem o escudo do time do coração (isso ainda existe?) vão beijar o crachá da emissora que detém os direitos de transmissão dos jogos. 

Foto: Marcelo Migliaccio




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2 comentários:

  1. Concordo com você Marcelo, mas não tem como negar que o Messi realmente sente muito por não poder ajudar a Argentina a conquistar títulos.

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  2. O maior problema do futebol no Brasil tem 3 letras: C B F
    Digo sempre aos meus amigos que quem viu Sete Quedas viu, quem viu Pelé e Garrincha jogarem viu, quem não viu, jamis verá algo igual.

    Cury

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