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sábado, 2 de janeiro de 2016

Copacabana me engana

Fim de papo. Até para o ano. 2016 agora é realidade...

Foto: Marcelo Migliaccio

A carruagem virou abóbora e o Rio voltou a ser o cartão postal nó imaginário de quem não vive aqui.


Não tem mais artista no palco...


Nem vip no camarote.



As acomodações de alto luxo são as de sempre.



Era para ser uma noite como outra qualquer. Escolhida a dedo pelos criadores do calendário.


Foto: Marcelo Migliaccio

Datas, datas, quem precisa de datas? Foram criadas apenas para diferir o José da Silva Santos que nasceu às 16h13 do dia 10 de abril de 1956, do José da Silva Santos desembarcado da cegonha às 2h18 de 11/12/1904. E todos os outros milhões de José da Silva Santos, separados uns dos outros pela folhinha.


Como se o tempo existisse. Conversa fiada, só existe noite e dia. Corpos celestes girando em torno deles mesmos e ao redor de outros. Dia, noite...

O tempo não passa, quem passa somos nós.


Foto: Marcelo Migliaccio

E Copacabana me engana...

Foto: Marcelo Migliaccio






2 comentários:

  1. O tic tac dos relógios e o calendário nos escravizam, e enchem os bolsos de alguns.
    Os animais são mais felizes.

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  2. Esse refrão da música "Me engana que eu gosto" parece tão atual:

    Quem é carioca está satisfeito
    Pois esse é o jeito pra que reclamar
    Se é bom o governo é bom o prefeito
    Cidade tranqüila como essa não há
    O meu capital esta sempre sobrando
    Não sei até quando ele vai ser assim
    Por mais que eu gaste
    Esta sempre aumentando
    Por mais que eu gaste
    Nunca chaga ao fim
    Eu gosto, que eu gosto
    Me engana, me engana, me engana.

    Cury

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