Translate

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ah se fossem camelôs...

Nem a placa inibe os motoristas particulares e zelosos papais

Tão enérgica quando trata com mendigos e camelôs, a Guarda Municipal do Rio faz vista grossa para a baderna que os carrões dos alunos da Escola Britânica provocam diariamente na Avenida Pasteur, na Urca (Zona Sul do Rio).

São motoristas particulares que esperam os pimpolhos saírem da escola estacionados em qualquer lugar, principalmente onde é proibido.

É assim que esses estudantes aprendem desde cedo que o dinheiro os coloca acima das leis. São os futuros donos do poder.

Estamos mesmo bem parados... na favela, jovens acham que a lei é o fuzil; no asfalto, que ela se rende ao dinheiro.

Todos os dias é a mesma cena: trânsito engarrafado pelos carros em fila dupla e até tripla, porque alguns pais ou motoristas de madame se recusam a entrar na baia criada pela escola e furam a fila para deixar logo a juventude dourada na porta do colégio.

Tudo bem que a criminalidade assusta, mas faria bem a esses garotos e garotas pegar um ônibus de vez em quando, só pra ver como é.

Se é que a guarda já multou os proprietários desses carros, configura-se um nítido episódio de desobediência civil sistemática. Caso de se mandar o reboque e levar o maior número possível deles para um depósito.

No entanto, nada acontece, porque no Brasil o ditador é o dinheiro, que tudo pode e a ninguém teme.

Em tempo: a mensalidade do tal colégio chega quase a R$ 5 mil.

Mais um episódio que mostra o quão elitista é a atual prefeitura do Rio.

Quem tem grana estaciona em qualquer lugar



10 comentários:

  1. Aqui em laranjeiras é a mesmíssima coisa, a entrada e a saida dos alunos do colégio israelita Eliezer dá um nó no trânsito e a GM não faz absolutamente n a d a !!

    É um carro para cada aluno, sem falar nos que vem com carro extra cheio de seguranças, como os filhos do Klabin.

    Infelizmente as autoridades comem na mão dos donos dos colégios e não fazem o que precisa ser feito.

    ResponderExcluir
  2. Esqueci de assinar o comentário acima...

    Cury

    ResponderExcluir
  3. É ruim de alguém ter coragem de mandar rebocar uma dessas máquinas, hein? Imagina do que não é capaz quem tem bala na agulha pra pagar uma mensalidade dessas.

    ResponderExcluir
  4. Lamentável mais esta vergonhosa, absurda e imperdoável prova do CARIO-CAOS. Faço minhas suas oportunas/denunciadoras/indignadas palavras pletoras de razão...e destaco:"Estamos mesmo bem parados... na favela, jovens acham que a lei é o fuzil; no asfalto, que ela se rende ao dinheiro".Supimpa!

    Fiquei tão maravilhado com a foto de hoje que "roubei-a" rs... para a minha coleção das melhores, d'accord???
    Abraço e excelente finde!
    Marcos Lúcio

    ResponderExcluir
  5. A mensagem subliminar para os filhotes dessa burguesia , para quem dinheiro é o sangue e oxigênio circulantes em seus corações e mentes, é inequívoca: respeitar normas e regras de convivência social, vale para o outro. Conosco, a história é outra. Nós somos MAIS IGUAIS.. Nas periferias, a mesma gramática, apenas, expressa pela violência mais explícita.Um dos resultados mais evidentes para a geração dos mais iguais, é o crescente número desses jovens, que , praticamente, desconcem o significado de NÃO, imersos no mundo do crime, roubando, traficando e alguns, mais impacientes, matando seus pais, na tentativa de antecipação de herança, no que, geralmente, implica em sua primeira grande frustração, pois comprovado o crime, herdam apenasalguns anos de prisão, Além de, andar de tomar um ônibus, eventualmente, essa geração de aquário, que aprende a ver o mundo como quem olha vitrines desinteressantes, devem ser estimulados à incursões(não excursões) por comunidades pobres. Creio que essa e outras medidas simples podem contribuir para formar pessoas melhores e mais conscientes de direitos e deveres e CIDADANIA.

    ANTONIO CARLOS

    ResponderExcluir
  6. Grande partes desses da fila dupla ou tripla são os que detestam o Lula, Dilma, distribuição de renda, "pobre" no aeroporto, ProUni, etc. Eles gostam do Brasil dos privilegiados, do capitalismo escravizante e viciado em um sistema que os protege.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Falou e disse, Felipe...lúcida e oportuna sacada.

      Excluir
  7. Felipe tem toda razão !!

    ResponderExcluir
  8. Perto da minha casa acontece a mesma coisa, e agora a prefeitura aprovou uma obra que transformou em praça a rua que fica em frente a um colégio de ricos. Como se não bastasse, toda uma parte desta mesma rua, onde antes os moradores estacionavam, foi transformada em área fechada, um verdadeiro estacionamento para os ônibus que trasnportam os alunos e para pais e professores. É mole???

    ResponderExcluir