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A paixão do carioca

Por dentro do biscoito Globo

São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. A fila de compradores começa bem antes de o sol nascer Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado. O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro. Fausto Ferreira, o primeiro da fila _ O produto é bom! Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa _ diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades. Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce seg

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