Translate

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O boneco de cera

Temer é a cara do golpe. Seu cinismo na primeira entrevista como presidente usurpador era flagrante. Nem uma centelha de patriotismo no olhar, nem uma única inflexão que evidenciasse a mais pálida preocupação com a situação do país. Só apareceu convicção em sua face quando exaltou o empresariado, "que produz e gera emprego" (e desemprego quando quer derrubar o governo).

Parecia ser um suplício para ele estar ali. Não na Presidência mas diante de jornalistas, tendo que fingir que estava preocupado com alguma coisa além da saúde dos cartéis e monopólios brasileiros.


Acho que nem o mais idiota entre os milhares que foram às ruas de verde-amarelo acreditou quando o mordomo de filme de terror disse que não cortará os programas sociais. Bolas, ele foi colocado lá justamente para fazer com que essa dinheirama gasta no social volte a engordar o cofre das grandes empresas.


Quem acredita em promessa de traidor?

Temer não tem pudores: ao entregar o ministério da Cultura ao DEM ele deixou claro que não está nem aí para Prouni, Fies, piso nacional de professores, cotas no ensino etc...

A falta de mulheres no ministério é só uma amostra de como a deposição absurda de Dilma vai exacerbar ainda mais o machismo na sociedade brasileira.

Nem o arrogante Fernando Collor ou o lobotomizado Sarney foram tão impessoais como esse Temer da primeira entrevista. Nem mesmo os generais do regime militar exibiram tanta frieza, tanto distanciamento, tanta apatia, tanta falta de emoção.

Não há dúvidas: o Brasil retrocedeu 40 anos com esse golpe.






8 comentários:

  1. O que ocorreu foi a substituicao do "6 a esquerda" pelo "meia-duzia a direita"... A pessima administradora felizmente foi removida e, conforme previsto, o vice assume mas, sem duvida, nada de bom ocorreu.

    ResponderExcluir
  2. Respostas
    1. O dado está lançado, mas sabemos que esse dado foi manipulado por eles.
      Cury

      Excluir
  3. Bem que ele (Temer) poderia descobrir que tem um câncer bem avançado e se afastar para tratá-lo, como fez Pezão.
    Sei que fui cruel no comentário, mas esse golpista merece !!!
    Cury

    ResponderExcluir
  4. Não dá para acreditar que alguém fique feliz com a saída da Dilma achando que isso seria a solução para o país...Santa ingenuidade Batman

    ResponderExcluir
  5. Vergonha e asco desta situação patética e patológica. O Brasil não merecia este vexame. O golpe é tão escancaradamente sujo, canalha, baixo, bandido e ridículo, evidentemente, que até este jornal teve de reconhecer:


    "'NYT' compara Congresso do Brasil a circo
    Principal jornal norte-americano critica nível de políticos brasileiros

    O jornal The New York Times traz em sua edição de sábado (14) um extenso editorial onde tece duras críticas aos políticos do Brasil.

    Na matéria, o NYT descreve os legisladores como personagens teatrais dramáticos, que aparecem diariamente na TV com falas sem conteúdo, muitas vezes com erros de concordância gritantes da língua portuguesa, péssima aparência e comportamento inadequado.

    Na reportagem, o jornal norte-americano fala que o elenco composto por 594 figuras, inclui suspeitos e acusados de assassinato e tráfico de drogas, ex-jogadores de futebol, um campeão de judô, uma estrela da música country, um comediante e um participante de reality show, além da estranha composição do Partido da Mulher Brasileira, somente com membros do sexo masculino.

    Jornal ridiculariza membros do Congresso brasileiroJornal ridiculariza membros do Congresso brasileiro
    O New York Times conclui que dificilmente outro país poderia competir com o Brasil no quesito de estranheza na escolha de seus legisladores. Vale destacar que mais da metade dos membros do Congresso enfrenta algum tipo de processo, desde de casos de recebimento de propina para facilitação de contratos públicos, até crimes graves, como sequestro ou assassinato.

    O mais absurdo, conta o NYT, é que na linha de sucessão á presidência do Brasil, todos estão envolvidos em escândalos. Desde o presidente interino Michel Temer, até o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recentemente afastado do seu cargo e também seu substituto. O presidente do Senado também está sob investigação, e quase todos são alvo de suspeitas de participação na operação lava-jato, acrescenta o NYT".

    ResponderExcluir
  6. Mais um, dentre muiiiitos jornais:

    Michel Temer fracassou na estreia, diz o respeitado jornal francês, Le Monde

    Postado em 16 de maio de 2016 às 2:25 pm

    A edição matinal do Le Monde, publicada no site do jornal, faz um balanço nesta segunda-feira (16) dos primeiros passos do presidente interino Michel Temer. O respeitado jornal francês considera que o novo governo não seduziu os brasileiros. “Temer fracassou na estreia”, escreve a correspondente em São Paulo, Claire Gatinois.

    Le Monde começa o texto pela primeira nota oficial do novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, com um safanão nos governos de esquerda da América Latina que denunciaram um susposto mal funcionamento das instituições democráticas no Brasil.
    A nota diplomática teve tom “firme e decidido”, diz o Monde, mas na realidade o afastamento da presidente Dilma e o processo de impeachment no Senado suscitam preocupação na região, destaca a jornalista. O presidente argentino, Mauricio Macri, de centro-direita, também está com receio da instabilidade política no Brasil, acrescenta. Macri foi o primeiro líder sul-americano a reconhecer a legitimidade do governo interino.

    “Nomeações deixam qualquer um perplexo”

    As primeiras medidas anunciadas por Temer deixam qualquer um perplexo, observa a jornalista: um ministério sem mulheres; a extinção da pasta da Cultura, reduzida a uma secretaria de Estado; e sete ministros citados em inquéritos judiciais, “sem dúvida o mais preocupante” . “Antes de tomar posse, Temer tentou oferecer o posto de ministro da Ciência a um criacionista”, diz o texto, em referência ao presidente nacional do PRB, o bispo licenciado da Igreja Universal Marcos Pereira, depois substituído por Gilberto Kassab (PSD).

    A historiadora Armelle Enders, recentemente entrevistada pela RFI, autora do livro “Nova História do Brasil”, afirma ao Le Monde que, se cada país decidisse afastar do poder nas democracias modernas dirigentes incompetentes ou impopulares, sobrariam poucos políticos no poder. Sobre a nova equipe, ela opina que o governo Temer carrega a marca da continuidade e do conservadorismo. “Os ministros são raposas velhas que participaram de todos os governos recentes, de Fernando Henrique Cardoso a Dilma Rousseff, passando por Lula”, resume Armelle Enders.

    ResponderExcluir