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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Todos dormem

O povo brasileiro caminha passivamente para levar a maior enrabada da História. Em país de otário, pato canta de galo.

A quantidade de absurdos desse processo golpista e a passividade da maioria da população mostram a que nível chegou o embotamento geral. Somos um povo zumbi que se alimenta de novela.

A Globo tenta anunciar com otimismo o futuro ministério, que mais parece um circo dos horrores. Serra, Romero Jucá...


Só por ter acabado com o projeto dos Cieps, Moreira Franco, por exemplo, nunca mais deveria merecer um voto sequer dos cidadãos do Rio de Janeiro. Mas ele está aí, é o "homem forte" do governo golpista. Por incrível que pareça, foi o PT que o manteve vivo, mandando na Caixa Econômica Federal e depois na Aviação Civil.

Só um cerco ao Congresso formado por um milhão de pessoas evitaria que o país embarcasse nesse trem fantasma. Mas onde estão os 54 milhões que elegeram Dilma?

Então fica combinado assim: no dia 11 eles consumam o golpe. No dia seguinte, tornam Lula inelegível para a Presidência por não ter curso superior. Depois, restringem o acesso à internet cobrando tarifas semelhantes às dos celulares. Em seguida, aniquilam boa parte dos direitos trabalhistas sob alegação de que só assim o empresariado poderá voltar a contratar.
Por último, deveriam escalar um daqueles deputados debilóides pra passar na sua casa e dormir com a sua mulher.



Quem sabe aí você faz alguma coisa...

4 comentários:

  1. Muitos dos 54 milhões de eleitores de Dilma foram induzidos pela mídia (leia Fiesp) a ficarem com raiva de Dilma.
    Temer já disse que irá mexer no reajuste dos aposentados, isso é a tradicional maneira da direita governar.
    Isso é só o começo...
    Cury

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  2. George Orwell, 1984 esta acontecendo aqui e agora...

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  3. Recado muito bem dado.Infelizmente não há como discordar.Quem dera houvesse alternativa melhor. Mas será bem pior, de acordo com o desumano e neoliberal (bom para pouquíssimos ricos) programa que é muito mais para temer, do que propriamente do Temer.

    O Plano de Temer

    Documento do PMDB inclui medidas de austeridade e ampliação do poder do Congresso sobre o Orçamento:

    POLÍTICA FISCAL


    Construção de uma trajetória de equilíbrio fiscal duradouro, com superávit e redução progressiva do endividamento público.
    Alcançar, em no máximo 3 anos, a estabilidade da relação dívida/PIB e uma taxa de inflação no centro da meta de 4,5% ao ano.
    Redução dos juros básicos reais em linha com uma média internacional de países relevantes – desenvolvidos e emergentes.
    ORÇAMENTO


    Eliminação de vinculações orçamentárias previstas na Constituição, inclusive para saúde e educação.
    Implantação de um modelo de orçamento inteiramente impositivo, em que a despesa aprovada na lei orçamentária seja obrigatoriamente cumprida pelo governo (salvo em caso de frustração de receitas).
    PREVIDÊNCIA


    Adoção da idade mínima para aposentadorias, que não seja inferior a 65 anos para os homens e a 60 anos para as mulheres.
    Fim da indexação de qualquer benefício previdenciário ao valor do salário mínimo.
    PRIVATIZAÇÕES


    Executar uma política de desenvolvimento centrada na iniciativa privada, por meio de transferências de ativos que se fizerem necessárias, concessões amplas em todas as áreas de logística e infraestrutura, parcerias para complementar a oferta de serviços públicos.
    Retorno a regime anterior de concessões na área de petróleo, dando-se a Petrobras o direito de preferência.
    COMÉRCIO INTERNACIONAL


    Maior abertura comercial e busca de acordos regionais de comércio em todas as áreas econômicas relevantes – Estados Unidos, União Europeia e Ásia – com ou sem a companhia do Mercosul, embora preferencialmente com ele.
    RELAÇÃO TRABALHISTA


    Permitir que as convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais, salvo quanto aos direitos básicos.
    REFORMA TRIBUTÁRIA


    Esforço de simplificação, reduzindo o número de impostos e unificando a legislação do ICMS, com a transferência da cobrança para o Estado de destino; desoneração das exportações e dos investimentos; reduzir as exceções para que grupos parecidos paguem impostos parecidos.s) programa que é mais para temer, do que , propriamente um programa do Temer.

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  4. Leonardo Boff já falou sobre isso. O PT deu ao povo bens materiais, como nunca antes, diga-se de passagem, mas esqueceu dos bens sociais. Entre estes últimos seriam importantíssimos a regulação da mídia e a reforma política. Com essa mídia dominada por 5 ou 6 famílias fica praticamente impossível acordar o povo. Agora isso só vai ocorrer quando a "pinguela para o inferno" do Temer começar a doer no lombo do trabalhador.

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