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quinta-feira, 31 de março de 2016

Governos indefensáveis

Muita gente que vem se manifestando contra o impeachment coloca logo a ressalva: "o governo Dilma é indefensável, mas..."

Indefensável por quê? Ela é honesta, não comete crime de responsabilidade, toca programas sociais de inclusão, presta contas etc, sem falar que foi reeleita num pleito limpo.
Indefensável, meus amigos, era o governo do Costa e Silva, que institucionalizou a repressão com o AI-5; o do Collor, com aquela roubalheira generalizada; o do Sarney, da inflação a 80% ao mês. Indefensável era o governo Médici, que torturava e matava. Indefensável era o governo do Geisel, onde se entregou aos estrangeiros boa parte do país. Indefensável era o governo Figueiredo, que deixou o nordestino passar fome impiedosamente. Sem falar nos do FHC, que vendeu as estatais mais importantes a preço de banana e comprou a aprovação da reeleição.


O governo Dilma é defensável sim. E eu estarei na rua hoje para isso.


2 comentários:

  1. Estive na rua, com dignidade e patriotismo, também...além do Chico Buarque e tanta gente boa e honesta. Foram momentos cívicos emocionantes. Gente, basta desta loucura...o país precisa andar, crescer , trabalhar e não pode parar pelo recalque dos perdedores.

    'Não há nenhum fundamento para impeachment de Dilma', diz secretário-geral da OEA
    06 ABRIL 2016

    Luis Almagro afirmou que 'é muito desonesto' seguir com processo contra presidente do Brasil sem que haja uma acusação fundamentada

    O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, afirmou nesta terça-feira (05/04) que “não há nenhum fundamento” para o impeachment da presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

    “Não há nenhum fundamento para avançar em um processo de impeachment [contra Dilma], definitivamente não”, disse Almagro a jornalistas em Washington, capital dos EUA, onde participou de um evento na faculdade de relações internacionais Elliott School.

    “Se a presidente tivesse uma mínima acusação sobre sua honestidade, provavelmente nós [da OEA] seríamos os primeiros a dizer que se deveria dar um passo nesse sentido [do impeachment], mas isso não existe”, afirmou. De acordo com Almagro, “é muito desonesto” prosseguir com o processo de impeachment no Brasil do modo que está sendo conduzido.


    Almagro disse que “se houvesse uma acusação bem fundamentada, como houve em outros casos no Brasil, então perfeito”, mas, segundo ele, não é o que acontece no processo que tramita no Congresso Nacional contra a presidenta brasileira.

    “Nós temos que nos apegar à norma e à Constituição”, disse o secretário-geral, acrescentando que Dilma cumpre “um mandato constitucional”, com respaldo das urnas.

    No mês passado, Almagro havia declarado, ao tratar da situação política do Brasil, “que nenhum juiz está acima da lei que deve aplicar e da Constituição que garante seu trabalho”, sem citar nomes de magistrados. Na ocasião, ele afirmou que “qualquer deterioração da sua autoridade [de Dilma] deve ser evitada, de onde quer que venha”.

    Ceremônia de Posse do Luis Almagro como Secretário-Geral da OEA
    Washington, D.C., 26 de maio de 2015

    O Secretário-Geral da instituição hemisférica anunciou que trabalhará com todos os países da região “sem exceção” e expressou sua convicção de que “chegou a hora de dar fim a fragmentações desnecessárias”. “A partir de 26 de maio, como Secretário-Geral da OEA, os meus esforços serão focados em fazer da Organização um instrumento útil para os interesses de todos os Americanos, sejam eles do centro, do sul, do norte ou do Caribe,” afirmou.

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