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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Herbert de Souza

Ontem, Betinho faria 80 anos. Não viveu pra ver seu Fome Zero virar programa de governo. Enquanto foi uma andorinha idealista, a direita até o reverenciava. Quando efetivamente começaram a matar a fome dos milhões de brasileiros, sua figura foi esquecida, sua imagem sumiu da mídia.

Se vivo ainda fosse, talvez estivesse sendo enxovalhado na internet e até na mira do justiceiro Moro. "Vai pra Cuba, comunista!", gritariam as coxinhas histéricas na Avenida Paulista...




3 comentários:

  1. Infelizmente (pior para o Brasil) você, mais uma vez , tem razão. O documentário em cartaz, sobre a quase inacreditável trajetória dele, é imperdível...e emocionante, claro!...pelo menos para quem sabe o que é altruísmo e/ou solidariedade.

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  2. Meu primeiro momento de noção humana...como digo aos 20,anos fazer parte de um dos muitos comitês do Betinho. Do combate a miséria e a fome...nao so me ensinou a ser gente, como me possibilitou as. Melhores experiências de minha vida. Eu , meus colegas e professores de sociologia, indo a campo e vendo a utopia começar a tomar forma...ainda nem sonhávamos que um dia esse programa seria o marco da saída do mapa da fome. Obrigado pelas lembranças que me trouxe amigo Migliaço.

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  3. Antigamente nossos ídolos tinham ideais sociais e humanos, e Betinho foi exemplo para milhões de pessoas.
    Cury

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