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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Crônica do Facebook (ou a divina comédia humana)

Fulaninho Bem Colocado posta:

"Ih, acabei de espirrar"

649 curtidas - 32 compartilhamentos


Comentários:


Josefina Gente Fina

"kkkkkkkkkk, muito bom!"


Pela Saco de Almeida:

"Melhoras, irmão!"


Mascarenhas i Morais:
"Essa friagem é culpa do lulopetismo!"


Baba Ovo Profissa:

"Conheço um bom médico, mando o endereço inbox"



Armando Amigo da Onça Junior:

"Vamos marcar de nos ver. Pode ser no dia em que o morcego doar sangue ou quando o saci cruzar as pernas. O que for melhor pra você"



Johnny Bajulaichon:
"Tamo junto, brother!"



Crente Queabafa:

"Segura na mão Dele que tudo vai passar."



Zé Ruela:

"Também espirrei, amigo!"

2 comentários:

  1. Por isso que não faço um fuçabook,
    Tem muitas baboseiras e futilidades e os fofoqueiros adoram as fofocas virtuais.
    Cury

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  2. Não simpatizo com o Pondé, mas concordo e reproduzo parte de um texto dele.

    .Narcisismo no "Face"
    Luiz Felipe Pondé

    Cuidado! Quem tem muitos amigos no "Face" pode ter uma personalidade narcísica. Personalidade narcísica não é alguém que se ama muito, é alguém muito carente.

    (...) Em 1979, o historiador americano Christopher Lasch (1932-94) publicava seu best-seller acadêmico "A Cultura do Narcisismo", um livro essencial para pensarmos o comportamento no final (sic) de século 20. Ali, o autor identificava o traço narcísico de nossa era: carência, adolescência tardia, incapacidade de assumir a paternidade ou maternidade, pavor do envelhecimento, enfim, uma alma ridiculamente infantil num corpo de adulto.
    Não estou aqui a menosprezar os medos humanos. Pelo contrário, o medo é meu irmão gêmeo. Estou a dizer que a cultura do narcisismo se fez hegemônica gerando personalidades que buscam o tempo todo ser amadas, reconhecidas, e que, portanto, são incapazes de ver o "outro", apenas exigindo do mundo um amor incondicional.
    Segundo a pesquisa da Universidade de Western Illinois (EUA), discutida pelo periódico britânico, "um senso de merecimento de respeito, desejo de manipulação e de tirar vantagens dos outros" marca esses bebês grandes do mundo contemporâneo, que assumem que seus vômitos são significativos o bastante para serem postados no "Face".
    A pesquisa envolveu 294 estudantes da universidade em questão, entre 18 e 65 anos, e seus hábitos no "Face". Além do senso de merecimento e desejo de manipulação mencionados acima, são traços "tóxicos" (como diz o artigo) da personalidade narcísica com muitos amigos no "Face" a obsessão com a autoimagem, amizades superficiais, respostas especialmente agressivas a supostas críticas feitas a ela, vidas guiadas por concepções altamente subjetivas de mundo, vaidade doentia, senso de superioridade moral e tendências exibicionistas grandiosas.
    Pessoas com tais traços são mais dadas a buscar reconhecimento social do que a reconhecer os outros.
    Segundo o periódico britânico, a assistente social Carol Craig, chefe do Centro para Confiança e Bem-estar (meu Deus, que nome horroroso...), disse que os jovens britânicos estão cada vez mais narcisistas e reconhece que há uma tendência da educação infantil hoje em dia, importada dos EUA para o Reino Unido (no Brasil, estamos na mesma...), a educar as crianças cada vez mais para a autoestima.
    Cada vez mais plugados e cada vez mais solitários. Na sociedade contemporânea, a solidão é como uma epidemia fora de controle. (...)

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