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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Centro Integrado de Execução Pública (Ciep)

Vamos supor que fosse aprovada a pena de morte para menores esfaqueadores, como tanta gente por aí anda querendo. Esse que matou o médico na Lagoa seria o primeiro. Poderia ser na cadeira elétrica, injeção letal ou como matam os bois nos abatedouros clandestinos: com pauladas na cabeça.

Seria em local público, com transmissão ao vivo pela TV para todo o país. Fascistas de todas as estirpes se postariam diante da televisão, com um saco de batatas fritas e um refri, para o ver o país entrando nos eixos. Um bom horário é domingo à tarde, no lugar do futebol. Nos intervalos, os telespectadores bateriam panelas nas janelas e varandas, para saudar a medida redentora finalmente aprovada pelo Congresso e implementada pelo Judiciário.

Construiríamos até uma arena só para esse tipo de evento. Poderia se chamar Arena Darcy Ribeiro. Ou Paulo Freire. Mas eu prefiro Centro Integrado de Execução Pública (Ciep). Entrada franca pra quem quisesse ver justiça sendo feita. A nível de espetáculo, a morte a pauladas seria mais interessante. Para narrar, talvez Datena ou Marcelo Rezende.

Na arquibancada, a multidão em êxtase gritaria em coro:

_ Au, au, au, vai pro inferno semente do mal!!!

Nossa, seria maravilhoso, não seria?

E, como estaríamos cortando o mal pela raíz, em alguns anos não haveria mais ladrões adultos nas ruas. Estacionamentos de shopping, vagões de metrô e ciclovias voltariam a ser locais seguros.

Só gente bonita... fina, elegante e sincera, circulando pra lá e pra cá.

Tudo consertadinho, certinho...

Puxa vida, como o paraíso está próximo de nós.

Basta uma paulada na cabeça.

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