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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Igualdade, ainda que tardia...

Morreu o ciclista esfaqueado na Lagoa Rodrigo de Freitas.


Burguesia chocada. Agora, morar na Lagoa é tão perigoso quanto no Alemão. É a integração morro-asfalto ao estilo Pezão. 

"Bem-vindo ao meu pesadelo", diz a mocinha que recolhe as bandejas sujas na praça de alimentação do shopping.


Com a infeliz declaração de que um crime desses "na Lagoa é inadmissível", Beltrame conseguiu a proeza de piorar ainda mais as coisas. É o apartheid assumido. Onde seria admissível? O pior é que a Zona Sul já está abarrotada de polícia e não adianta nada.

A emissora líder, avalista incondicional do governo Pezão, não veiculou a veemente declaração da ex-mulher do médico assassinado na Lagoa contra a redução da maioridade penal.

Segundo ela, o médico foi tão vítima quanto as pessoas que cometeram o crime – testemunhas dizem que eram menores.
"São gerações de vítimas do nosso sistema, da nossa falta de educação, saúde. O ser humano caiu no valor banal, onde não existe o menor valor humano."

E segue a campanha para colocar nas cadeias as crianças que não conseguimos educar nem dar dignidade.



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4 comentários:

  1. A morte de um inocente deve ser sempre lamentada seja de um morador do morro ou da zona sul, apesar da elite normalmente se chocar apenas no segundo caso. Como carioca sempre achei o Rio mais democrático, pois, nele a violência é mais bem distribuída, se é que podemos falar assim, que em São Paulo onde os pobres vivem mais afastados nas chamadas periferias. Em São Paulo um menino rico vai de casa para a escola com motorista particular e só sai para os Shoppings de luxo, praticamente não convivendo com pobres excetuando seus serviçais. Isso explica grande parte do ódio que a elite Paulista sente quando começa a encontrar os pobres da periferia no aeroporto, na universidade pública e no shopping. E haja bater panela.

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  2. Repito aquela máxima: Não basta confortar os aflitos, é necessário afligir os confortados.
    Lamento a morte desse senhor, mas o que dizer sobre as mortes que ocorrem diariamente nas periferias ??
    Cury

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  3. Gostei de ler, depois faço um comentário.

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  4. Poderia ter sido um filha(o) nosso, ou companheira(o), ou amiga(a), ou pai/mãe, etc., pois ninguém está imune à violência, infelizmente. Já disse e repito: enquanto não se fechar as torneiras das gravidezes irresponsáveis, com ligadura de trompas ou vasectomia... não adianta ficar enxugando o chão com prisões ou represálias.Meninas que moram na rua, já aos 12 anos começam a engravidar e todos os anos, enquanto vivas, jogando mais um infelizes e sem futuro nas ruas...para fazer o quê???...além de perpetuarem a miséria.O controle de natalidade ou o planejamento familiar é mais do que urgente, é necessário, até porque o mundo não comporta mais tanta gente.O inchaço das periferias, a superpolução das comunidades evidenciam o descontrole.Quem não vê os excedentes humanos, sem perspectivas (emprego cada vez é mais escasso, a máquina substitui gente) é cego ou idiota.Uma pessoa sem dinheiro e com fome...desamparada, sem família, etc...é suscetível, no mínimo, a pequenos furtos...se cheirar cola ou fumar crack, então...Toda essa violência já está instaurada há décadas nas periferias da nossa cidade, mas só agora que começa atingir o lugar da elite é que ganha repercussão. Não adianta tratar o problema, tem que tratar a causa do problema, reverter esse quadro social. O que vivemos é resultado, também, da falta de investimento adequado em educação, programas de esporte, cultura e lazer.

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