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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Carnaval, desengano

Está chegando a hora da folia.

Os invisíveis do ano inteiro vão pular para a frente das câmeras e desta vez não haverá segurança para colocá-los de lado. Durante quatro dias, o escravo vai se vestir de rei, um rei de lantejoulas baratas.

A elite que não os enxerga vai parar para vê-los passar. Cantar sua música e até conceder-lhes uma requebrada de quadris. O governador e o prefeito vão aplaudi-los do camarote, ao lado dos empresários do trem, do ônibus e do metrô.

Na TV, os protagonistas da efêmera festa serão reverenciados por repórteres e comentaristas. Na quarta-feira de cinzas, voltam ao noticiário policial e aos papéis de empregada doméstica e chofer nas novelas. Dois negros na cota do reality show, um apresentador do telejornal aos sábados, meia dúzia de ex-atletas comentaristas... e só. Ah, e um ex-juiz do STF em campanha...

Foto: Marcelo Migliaccio

12 comentários:

  1. Vamos tirar essa máscara negra, meu caro! Carnaval não é sinônimo de alienação. É uma festa popular, na qual com ironia e bom humor nossas mazelas são criticadas.

    Quem precisa de carnaval para exibição, se temos Big Brother e outras bizarrices televisivas?

    Abster-se da festa e trancar-se em casa não vai nos tirar da lama.

    Parafraseando Joãozinho Trinta: "Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta de luxo."

    Bom carnaval!!!

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    1. No Big Brother a cota de negros concedida pela TV é racionada. Na Sapucaí, é liberada.

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    2. A cota de negros só é liberada nas chamadas "alas de comunidade" e para componentes de bateria, onde tem cada vez menos negros, pois estes, quase sempre , se bandearam para o famigerado funk pancadão carioca, num retrocesso cultural lamentável. O sambódromo é só um monumental e milionário show(não se vê mais samba no pé) de brancos para brancos, ainda com algumas mulatas lindíssimas. Até madrinhas de bateria são brancas azedas que não sabem sambar, quase sempre.

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  2. Esse é o Brasil do PT. O país do carnaval e dos gastos absurdos e inúteis com a copa do mundo, aliás, pelo partido haveria uns três meses de carnaval. Só assim os atos de corrupção do partido sairiam um pouco do noticiário!

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    1. Como eu disse em outro post, realmente estamos precisando de algum anônimo que diga algo que se aproveite...

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  3. Imagine na Bahia que tem 80% da população de negros e mestiças e estes só aparecem no carnaval tocando tambor? A frase citada como de joaosinho trinta me lembra muito os textos de uma colunista do Globo de nome Sílvia Pilz. Nada mais pretensioso e preconceituoso.

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  4. Nao esquecendo que a Beija Flor recebeu R$10 milhoes de um ditadorzinho...

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  5. Concordo com quem disse que o carnaval não é sinônimo de alienação. Estou quase me sentindo culpada porque amanhã botarei meu bloco na rua! Ana

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  6. Pelo numero de mortes, crimes, desastres, etc etc, o carnaval atual é um evento q já deveria ter sido abolido a tempos...

    Torelly

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  7. A melhor resposta contra o golpe mídiatico foi dada pela turma de um bloco em Fortaleza que mandou um recado para a líder do golpe Globo: http://www.portalmetropole.com/2015/02/nordestinos-invadem-link-ao-vivo-da.html?m=1

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  8. Foliões enterram o golpe: "impítiman é meu zovo"
    Brasil 247+



    A irreverência do brasileiro solapou o movimento golpista que começou há duas semanas, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou, em artigo, o movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, com direito a parecer do jurista Ives Gandra Martins.

    Veio do Ceará a resposta mais adequada a esse movimento, com a frase 'Impítiman é meu zovo'. Um cartaz com essa expressão invadiu uma reportagem da TV Globo e quem a explica é o fotógrafo cearense Carlos Medeiros.

    Cartaz com a expressão invadiu uma reportagem da TV Globo
    Cartaz com a expressão invadiu uma reportagem da TV Globo
    >> Impeachment: fantasia política sem base jurídica

    >> Fomentar crise política é criar clima de intranquilidade institucional para futuro do país

    >> Quem quer o impeachment? Parecer jurídico tem mais legitimidade que o povo?

    "Meu zovo é uma expressão corriqueira aqui no Ceará", diz ele. "A gente fala isso quando alguma coisa não tem credibilidade, não vai acontecer".

    Segundo Medeiros, a frase consagrada no Carnaval é a reação ao golpe midiático, liderado por veículos como a Globo. "Se tiverem coragem de sair ás ruas pedindo impeachment, o contragolpe é todo mundo na rua com o cartaz impítiman é meu zovo", diz ele.

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