Translate

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O beijo gay

Gays se beijam desde a Antiguidade. A TV só admitiu isso mais de 2 mil anos depois. Os evangélicos estão irados, porque nunca aceitarão a realidade. Agora, os jornais, revistas e sites que pertencem ao mesmo grupo econômico da emissora enaltecem a exibição do selinho (com os atores visivelmente constrangidos) na novela das oito. O autor foi colocado um degrau acima de Deus na rasgação de seda global. E para mim, todo o autor de novela é um carrasco, já que não gosto de ver.

Quando tem mulher na minha casa acabo vendo novela. Se eu deixar, elas assistem às três, mas eu instituí a regra de "escolha apenas uma para ver". A última que acompanhei com gosto foi Estúpido Cupido, de 1976, com 13 anos, confesso, eu era um panaca. Mas a novela, ambientada na década de 60, me encantou. Corri na Sears pra comprar o LP logo que saiu. Antes dela, aos seis anos, tinha visto, maravilhado, a primeira versão de Irmãos Coragem, que era tosca ao extremo. Hoje não consigo assistir a mais de suas cenas, mas acabei vendo alguns capítulos de Amor à Vida. O forte foram as boas atuações de Mateus Solano, interprete de um dos gays, e Tata Werneck. Poderiam ter ido além se o texto fosse melhor, mas é novela, né? Agora, o maior desafio nas carreiras de ambos será fugir dos estereótipos que a TV adora pregar na testa dos atores. No mais, achei  a novela tediosa como todas as outras (fora Estúpido Cupido e Irmãos Coragem). Se estivesse sozinho, teria mudado de canal para ver o Show da Fé, na Band, juro.

Em visita ao Brasil para dar um curso de roteiro a pedido da Globo, Robert McKee, um especialista no assunto, foi direto no problema da dramaturgia televisiva (e cinematográfica) no país. Ele declarou à Folha:

"O problema é a falta de subtexto. As séries boas têm algo que não é dito, mas somente sugerido. O espectador entende a expressão do rosto do personagem. No Brasil, não existe isso. Eles fazem os personagens explicarem os sentimentos e as ações. A inteligência do público é subestimada. Os roteiristas acham que, se não fizerem isso, as pessoas não irão entender. Quando confiarem no telespectador, a qualidade vai melhorar."
A melhor coisa da TV aberta hoje é o botão que desliga.

Bom, o que me chamou a atenção na novela foi a quantidade de vilões. Quando eu era pequeno as novelas tinham um vilão. Hoje, têm dez. Sinal dos tempos…

Outra coisa que notei é que as mulheres agora logo partem para o tapa. Inclusive as heroínas da trama. Imagine se a Regina Duarte, a mocinha do meu tempo de criança, iria sair no braço com uma rival. Imagine a namoradinha do Brasil rolando pelo chão numa cena de pugilato. Essa onda deve ser merchandising subliminar do UFC feminino, a nova sensação em lutas ao lado das academias de pancadaria para crianças com menos de dez anos de idade. Fim dos tempos...

Mas, voltando aos gays, o beijo foi enviezado _ um dos atores colocou a boca para cima e o outro, para baixo, mais um pouco e um beijaria o nariz do outro. Língua, nem morta, santa! Percebi também que eles foram os protagonistas da trama. Acho que foi a primeira novela gay da História, título que, para mim, não significa nada, a não ser pelo mérito de mostrar o quanto a TV demora para aceitar o mundo real. No Brasil, levou cinco décadas para admitir o amor homossexual.  Vamos ver quantos séculos levará para descobrir o jornalismo imparcial.





26 comentários:

  1. Sobre beijo gay, a Globo não foi pioneira, o SBT em 2012 com Amor e Revolução foi a primeira emissora a passar tal beijo.

    Só assisti 2 novelas até hoje, o Meu Pé de Laranja Lima em 80 na Bandeirantes e a Gata Comeu em 85 na Globo, essa última porque passava no bairro que sempre amei, a Urca, que é o 2º melhor bairro para se morar no Rio, o 1º é claro que é Laranjeiras.

    As novelas de hoje são muito ruins.

    Cury

    ResponderExcluir
  2. A ultima novela que acompanhei foi Pantanal, ainda na antiga Manchete, na verdade assitia pelas belas musicas e imagens e para ver a Juma e a Muda pelada. Mas se ja sabemos que as novelas hoje sao repetitivas e modorrentas, que as mudancas na sociedade sao lentas e mal abordadas nestas tramas e que a antiga "namoradinha do Brasil" hoje eh a "medrozinha do Brasil" que adora passear com FHC, o melhor a fazer eh deixar de assistir a elas e a Globo e quem quiser ver novela aqui em casa vai ver sozinho no quarto do fundo.

    ResponderExcluir
  3. Nunca vi novela, aliás, nem vejo telê (falta de gosto e tempo). Mas acho interessante a oportunidade que deram ao povo mal informado (maioria absoluta) de ,finalmente, descobrir o óbvio: que gay também é gente normal e como qualquer ser humano, sente desejo, amor e usa a boca não só para comer. E que beijo na boca entre dois homens não é obrigatório, não acaba o mundo e nem prejudica a vidinha pacata de ninguém.Aos tontos que supõe uma possível má influência, deveriam usar o raciocínio (se possuírem rs) e saber que gays, desde que nascem, sofrem "má influência"rs heterossexista e só vêem beijos héteros, pelo menos até a adolescência e, nem por isto, se tornam heteronormativos, claro! Será que o heterossexualismo é tão frágil assim?rs.O povo pôde descobrir também que sexualidade não tem nada a ver com caráter e que homossexualidade não tem nada a ver com opção. Quem optaria pelo mais difícil? Por sofrer preconceito, encarar olhares e comentários infundados, ser rejeitado (ainda que disfarçadamente)pelos pais, pela religião condenatória, pela sociedade desinformada e discriminatória, pelos colegas de trabalho, etc., e até ser possível vítima de crime homofóbico (homofobia é doença). Não conheço um optante sexual sequer. Quem, estupidamente, acredita na inexistente escolha está, subliminarmente, dizendo que também poderia "optar" e só não o faz por medo ou por motivos religiosos.Ninguém escolhe ser hétero, também, evidentemente. As coisas acontecem e se estabelecem por imposições da natureza.

    O que adiou a saída do armário da tv Globo, foi a danosa mistura de religião e política, no Patropi. Nesse ponto, nossa vizinha Argentina, terra do Papa Francisco, está bem mais avançada. Não que não tenha havido rejeição ou torcida de nariz - lá também tem gente mal resolvida sexualmente-, mas por lá já passaram do simples beijo gay.

    ... e do vestiário partem para a cama na novela argentina "Botineras", p.ex., e não só se beijam -de língua, com erotismo exatamente como casais héteros- como rolam na cama sem roupa. Exemplos foram as bem-sucedidas "Los Exitosos Pells" (2008/09) e "Botineras" (2009/10), com personagens homossexuais. Nesta última (cujo título remete ao que chamamos de Marias Chuteiras), o casal gay era formado por dois jogadores de futebol e seus dramas se tornaram a sensação da história - elevando a audiência. Gay existe em todas as profissões, esportes, religiões e culturas.

    Félix só mostrou ser mais um infeliz resultado da repressão da verdadeira condição sexual, por pressão da família, da sociedade, por conceitos morais e religiosos passados desde a infância - e que aprisionam tanta gente, não só no campo da sexualidade. Mais uma prova de que cada um deveria buscar o auto-conhecimento e ser o que é...e ser respeitado na sua dignidade humana.Enquanto qualquer tipo de sexualidade (são vários) não for encarado, sentido, vivenciado e compreendido como natural ou como coisa simples da vida,,,a tão sonhada paz estará seriamente prejudicada, afinal, quem tem conflito sexual, costuma partir para a violência ...e a doença da homofobia é só um dos trágicos exemplos,




    ResponderExcluir
  4. Descobri, por acaso, rodando os 5 mil canais que tenho, por acaso também, disponíveis na minha TV, uma série chamada Preamar, que passa em alguns do canais HBO. Quanta diferença pra esse lixo da dona Globo! A série, além de muito bem produzida, tem textos primorosos e inteligentes. Cada frase, mesmo aquelas "em segundo plano", se ouvidas com atenção, tem o que dizer. Vale a pena assistir em gravação, pra poder voltar e perceber cada uma delas. Acho que deve ser a isso que o tal Robert McKee se refere quando diz que
    "O problema é a falta de subtexto. As séries boas têm algo que não é dito, mas somente sugerido". Foi um prazer rever o Roberto Bonfim no papel de Xerife. O tal Mumuzinho, que não conhecia, como típico ajudante de barraqueiro de praia, além de outras atrizes que não sei o nome e atores idem, à vontade, desempenhando com gosto, nos papéis de Velasco, Maria Isabel, Manuela...a Eliane Pitmann, como da Guia e cantando (numa das músicas). Provavelmente pelo clima profissional e livre da pasteurização usual imposta pelas produções pra TV aberta. A trilha sonora é muito boa e assim por diante... Não sou do ramo, mas recomendo. André Guimarães.

    ResponderExcluir
  5. Gilberto Scofield Jr disse: 'Amor à vida' normaliza o homoafeto
    "Num país onde um homossexual é morto a cada 26 horas pelo simples e natural fato da sua condição sexual, a cena do beijo entre Félix e Niko tem bem mais importância do que romper o tabu televisivo sobre um gesto de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Ela é importante pelo alcance de sua visibilidade. Finalmente, em horário nobre, dezenas de milhões de pessoas em todo o país enxergaram o que a cada dia é mais comum: um homem sair do armário, abandonar o jogo de aparências de relações heterossexuais arranjadas e unir-se afetuosamente a outro homem. As minorias sabem que silêncio, diante de preconceitos e injustiças, é igual a morte e sofrimento. Por isso, quando um beijo entre homens é exibido naturalmente numa novela global, o gesto consolida o que conservadores não querem admitir: ser gay é ser normal. Nem mais, nem menos do que ser humano".

    E, até agora, não se tem notícia de nenhuma família destruída rs. Muito menos de que alguém sentiu-se incentivado (só os enrustidos, suspeitos, encubados, talvez rs).E se tivéssemos notícia de família destruída por causa disso, dane-se. Que família de rola-bostas é essa que não aguenta o beijo do vizinho? Quem é contra o beijo gay, ok, não o pratique... ninguém é obrigado, mas é uma prova de que a pessoa é contra o amor que se manifesta de várias formas, afinal, a vida é constituída somente de diversidades e diferenças evidentes. Deixar as pessoas viverem como são e se não vão prejudicar concretamente sua vida é uma grande prova de civilidade, respeito e de amor à vida.

    ResponderExcluir
  6. Um homossexual é morto a cada 26 horas ? Um absurdo, mais absurdo ainda e saber que 4 milhões de crianças morrem no mundo antes de completar 1 ano, só porque nasceram pobres..

    Cury.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Assim como um erro não justifica outro, um absurdo não pode justificar outro. Abaixo todo e qualquer tipo de absurdo, "abcego e abmudo" rs.
      Marcos Lúcio

      Excluir
  7. Homem beijando homem na boca é nojento . ( Comentário protegido pelo artigo 5º da Constituição Federal ) .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nojento pra quem se acha o dono da verdadenão sabe Homem beijando homem na boca (parece que mulher beijando mulher não é, se entendi) só é nojento se eles forem nojentos.Nada mais asqueroso do que um homem nojento beijando uma mulher nojenta (comentário protegido pelo mesmo art. da Constituição Federal).
      Sugestão: não faça nada que considere nojento ou contra sua natureza, pois não é obrigatório. De minha parte, quanto mais gays existirem melhor, sobra mais mulher pra mim hehehe.

      Excluir
  8. Beijo hétero ou gay, não tem a menor importância, tudo é beijo e qualquer maneira de amor é sagrada.Cultura implica em viver a diversidade. É a diversidade que traz riqueza e robustez.
    Estranhar o diferente é uma reação comum do ser humano, mas antes que o ato seja contaminado por juízos de valor negativo, devemos intervir e aceitar as diferenças e conviver em harmonia com elas.A diversidade mundial não pode preconizar comportamento padrão tal como e somente a heteronormatividade, por exemplo. Seria um absurdo, além de injusto ou desumano.
    O importante é a gente saber que gays não são o problema, mas a limitação dos outros que é o problema, ou maldade mesmo. Hoje não acredito que existe justificativa para a homofobia de pais, amigos etc. O que não falta é informação. Quanto aos anônimos que se referiram ao artigo 5 da Constituição, não o respeitaram segundo o ítem IV, a seguir.

    Artigo 5º da Constituição Federal

    Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

    II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

    III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

    IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
    Verônica Machado

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tai! Gostei do paragrafo IV. Deu para entender, Anonimo?

      Excluir
  9. O numero de comentaristas anonimos e ate a discussao entre eles mostra que o assunto ainda eh polemico em nossa "estupida republica catolica". No entanto, nao eh uma novela ridicula da Globo que vai ditar o que devo achar normal ou nao.

    ResponderExcluir
  10. Concordo com o Alexandre mas quanto à normalidade - e não é indireta para ele, nem o conheço- quem sou eu para dizer o que é normal ,pois não sou, nem sinto nem desejo como os índios, negros, homossexuais, etc., enfim, as ditas "minorias" ainda bastante discriminadas, sendo os gays campeões do preconceito social, ainda, em pleno século XI, pasmem! Uma evidente involução.O ser humano precisa ser o que é e permitir, sensatamente, que o outro seja o que ele é, desde que não vá prejudicar ou interferir no seu cotidiano .Neste caso, existe a justiça para mediar o conflito. A grama do vizinho é do quintal dele, ora bolas! Cuidemos da nossa vida, se formos capazes e não teremos tempo de cuidar da vidinha de mais ninguém. Já foi normal pessoas se digladiarem até a morte para entreter a multidão. Também já foi normal queimar mulheres na fogueira por bruxaria e fazer pessoas trabalharem sem remuneração com direito a castigos físicos só pela cor da pele. Era normal também humanos se alimentarem de sua própria espécie e casarem sem amor. Já foi normal passar 40 horas da semana fazendo algo que se detesta, mentir para ganhar dinheiro e devastar florestas inteiras em busca de um suposto desenvolvimento. Peraí, este último exemplo ainda é bastante "normal". Afinal, será que ser normal - e achar normais coisas que não deveriam ser , ou arrogantemente querer "normatizar" a vida alheia- pode ser uma doença?

    Segundo alguns psicólogos, sim. A doença de ser normal chama-se, para eles, normose: um conjunto de hábitos considerados normais pelo consenso social que, na realidade, são patogênicos em graus distintos e nos levam à infelicidade, à doença e à perda de sentido na vida. É normal para héteros relacionarem-se eroticamante com pessoas do sexo oposto, assim como é normal par homossexuais, com pessoas do mesmo sexo.Simples assim.Se a pessoa conseguir, -com auto-conhecimento - definir o que é normal para a sua vida, dê-se por satisfeita, pois o normal para um, não é o normal para outro. Não é normal discriminar e julgar, ainda mais sem bases acadêmicas.De achismos e boas intenções o inferno transbordou.Cada qual no seu quadrado, cada qual com seu normal...respeitosa e civilizadamente.
    Verônica Machado

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa, quanta elocubracao para saber se algo eh normal ou nao...Tem uma forma muito mais simples, basta analisar os dados e saber se os mesmos estao dentro da curva de Gauss, simples assim!

      Excluir
  11. Nooooossa!Quem mais criticou a polêmica, mais polemizou, com sói acontecer.Não fiz nem faço guerra de sexos, por considerá-la estúpida. Mas, de cara, embora eu não seja conhecedora/estudiosa de português,há um erro crasso de digitação(?!). O normal (norma culta da língua) é digitar: ELUCUBRAÇÃO ou LUCUBRAÇÃO. Adoro aprender e ser corrigida.Sei que a curva de Gauss também é chamada de distribuição normal, pois é a mais comum nos eventos naturais, além de ter como normal a média simples, ou seja, a maior probabilidade é justamente a média.

    Desde sempre a maioria absoluta, a média da população é heterossexual, entre 80 a 90 por cento.O senso comum confunde quantidade (mais sal, mais açúcar,mais gordura, mais droga, mais barulho, mais dor, mais violência, etc. é bom ou normal?)com qualidade... ou pensa que a voz do povo é a voz de Deus , mas Ele não pode ser medíocre, como a massa.“Nada é mais repugnante do que a maioria, pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos; velhacos que se acomodam; de fracos, que se assimilam, e da massa que vai atrás de rastros, sem nem de longe saber o que quer.”
    ―Johann Goethe

    Embora eu seja heterossexual por acaso ou imposição da natureza, portanto maioria, e não tenha chance , nem vontade, nem desejo de escolher -pelo menos até hoje- outra sexualidade, estou convicta de que minoria nem sempre é menos: menos pessoas são cultas, ricas, belas, inteligentes, etc.

    O desvio padrão e o ponto fora da curva, representado por inúmeros gênios como Aleijadinho, Michelângelo, Mozart, Machado de Assis, Van Gogh, Maria Callas, Nureyev, Chico Buarque, Tom Jobim, Guimarães Rosa , Oscar Niemeyer, etc., evidencia que menos pode significar mais excelência, inclusive, mas não necessariamente, claro.Cada caso é um caso.Não entendo e não existe relevância/valoração levando-se em conta somente números ou quantidades. Adoro exceções que não prejudicam minha vida. Tanto héteros, quanto homos, quanto bissexuais, -sexualidadade é só característica, jamais qualificação ou superioridade ou virtude - podem e devem ter bom caráter, fazerem o bem, serem bons e contribuírem para a melhoria do mundo e, se conseguirem , fazer a diferença, pois assim é a vida constituída:de diversidades.
    Verônica Machado

    ResponderExcluir
  12. Respostas
    1. Nao subestime, nao menospreze o que, de fato, nao se sabe. Pode ser que sim, pode ser que nao ("Viva o Google...") mas isso nao sabemos. Melhor argumentar, coisa que voce sabe fazer muito bem.

      Excluir
  13. Ta bom, ta bom... nao quer publicar, nao publica. Ma que eu continuo achando que "lucubracao" tem um duplo sentido, isso ninguem vai mudar.

    ResponderExcluir
  14. Digitando, a gente se entende, ou se "desestranha" rsrs e até se diverte .Você tem toda razão, sr. Alexandre. Não só para si, mas para pessoas como nós, que temos alguma criticidade e temos a prudência em utilizar esta ferramenta, a internet/google pode ser uma mão na roda A MAIS E DIFERENCIAL. Neste caso "googleano", concordo absolutamente com o senhor.
    Verônica Machado.

    ResponderExcluir
  15. Desculpa gente, estou em Congresso e o tempo está curto: http://www.cbz2014.com.br/arquivo/download?ID_ARQUIVO=1515 Semana que vem volto com força total rsrsrs...Abraços.

    ResponderExcluir
  16. Ainda continuo vendo a palavra "lucubracao" como uma palvra de duplo sentido. Sabe como eh... Essas palavras nao corriqueiras que fazem parte da gramatica usada por poucos e com uma sonancia que atina a imaginacao doentia de alguns... Essas palavras pouco usadas faz me lembrar um "causo" ocorrido numa pequena cidade do interior: Uma moca foi violentada. A policia conseguiu prender o individuo e, no dia do julgamento o forum estava lotado. Sabe como eh... Cidade pequena, forum sem ar condicionado num dia de verao de fritar ovo no asfalto, uma espera insuportavel... E a moca na primeira fila, amiga da vitima, comecou a reclamar do calor, da demora da chegada do juiz, etc, etc, ateh que um funcionario chega a ela e, "delicadamente" diz que se ela nao esta gostando pode sair pois so tinha mesmo que permanecer no recinto as testemunhas e, logo em seguida, pergunta para a moca: "A sra. foi arrolada?" No que ela prontamente responde: "Naaaooo! ARROLADA foi a minha amiga que esta ali!", apontando para a vitima...
    Coisas do nosso idioma, nao?

    ResponderExcluir
  17. Querido rapaz, é impressionante e aplausível a lucidez do teu pensamento. Límpido. Bonito. Certeiro.
    Concordo com toda a tua crônica, desde que lida pelo ponto de vista do ideal.
    Porém, levando-se em conta nosso contexto histórico social de indigência intelectual,
    desprezo ao conhecimento e imbecilização generalizada da sociedade como um todo, a novela fez milagre. Também houve um tempo em que até os beijos de hollywood eram
    canhestros, falsos, quando não eram simplesmente cortados.Cenas de beijo de novelas como as que você citou também eram assim. Enfim, o autor fez o possível e fez ele muito bem. O possível nem sempre é o ideal, mas pode ser o começo de alguma coisa. O autor percebeu genialmente que não podia, como outros autores já haviam tentado, peitar a burrice preconceituosa de tão sedimentada ignorância.
    Precisava e precisa ser assim. As pessoas burras ainda têm medo do beijo gay assim como outros burros e idiotas do passado juravam que o dia que o divórcio fosse legalizado no país nenhum casamento ficaria de pé. E nem preciso dizer o quanto esses medos eram imbecis. Enfim, ainda teremos beijos entre seres humanos,independente de sexo, tão bonitos, exposos e não coibidos, como todo e qualquer gesto de afetividade deve ser. Isto é só o começo. E nunca esqueçamos: são muitos, muitos os imbecis de plantão.
    Theo Lima

    ResponderExcluir
  18. Lembrando aos intelectuais de plantão: é a cultura Cristã que nos permite viver hoje a diversidade que temos. Origem primordial da nossa civilização na separação do Estado e Religião, na igualdade entre homens e mulheres e nos Direitos Humanos. A palavras de Jesus nos libertou e nos salvou (tudo dentro de um significado amplo e não apenas religioso). A fé Católica foi a instrumentalização da nossa sociedade. Procurem qualquer outra cultura universal que permita as liberdades que possuímos!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lembrando aos intelectuais ou não de plantão ou não, que infelizmente, as máximas crísticas AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, e fazer ou amar o próximo como a si mesmo, são, evidentemente, ainda, uma quimera, infelizmente. Durante toda a Idade Média, por quase 13 séculos, a Igreja teve que permanecer com seu pequeno núcleo de fiéis escondido. Somente Deus sabe quantos foram martirizados naqueles anos terríveis. A perseguição já não vinha de fora. Eram cristãos perseguindo outros cristãos. Foram praticadas as maiores atrocidades em nome da religião. Parece que não existe algo tão terrível como o terror praticado em nome de Deus. Curioso: o homem institui a religião para, depois, tornar-se o mais sórdido algoz de sua própria criação, eventualmente.
      O século 20 viu crescer uma devoção militante nas principais religiões, chamada popularmente de fundamentalismo. "Alguns fundamentalistas não hesitam em fuzilar devotos numa mesquita ou matar médicos que fazem aborto. A maioria não é violenta, mas rejeita conquistas da modernidade, como a democracia, o pluralismo, a tolerância religiosa e a separação entre religião e Estado", diz a pesquisadora inglesa Karen Armstrong, autora do livro Em Nome de Deus.
      Para citar... somente dois conflitos estúpidos, mais recentes.

      CONFLITO - Católicos x Protestantes
      ONDE - Irlanda do Norte
      QUANDO - Décadas de 1960 a 1980
      RESULTADO - Quase 4 mil mortos
      A rixa histórica entre cristãos irlandeses descambou para a violência embalada por um componente político: de um lado, a maioria protestante (chamada unionista) quer continuar ligada ao Reino Unido; do outro, a minoria católica (nacionalista) almeja pôr fim ao domínio britânico.

      CONFLITO - Cristãos x Muçulmanos
      ONDE - Bálcãs
      QUANDO - Décadas de 1980 e 1990
      RESULTADO - Mais de 100 mil mortos
      Durante décadas, o ditador comunista Josip Tito manteve as províncias da Iugoslávia unidas à força. Com sua morte, em 1980, o nacionalismo religioso explodiu numa espécie de luta de todos contra todos - incluindo sérvios (ortodoxos), bósnios (muçulmanos) e croatas (católicos).


      Excluir
  19. O sr. Theo tem razão. Não interessa se são homo, hétero ou bissexuais (há mais sexualidades além destas... a natureza é só multiplicidades). Todo respeito e dignidade aos HUMANOssexuais, sem exceções ou privilégios.

    ResponderExcluir