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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A imagem


Esta foto, de Fabio Motta, da Agência Estado, é daquelas que falam mais que mil palavras. Foi numa manifestação de professores no Centro do Rio que teve o adesão dos black blocs.


Foto: Fabio Motta/AE


6 comentários:

  1. - pede pra sair!! bradava a professorinha Eulália Margherite

    décadence sans élégance

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  2. A professora CORAJOSA enfrentando a violência policial é uma metáfora explícita das condições violentas em que vivem os professores - os profissionais mais importantes e dignos, posto que formadores das demais profissões - com seus salários aviltantes , DESRESPEITOSOS, sem contar as péssimas condições estruturais , a falta de educação dos alunos (imitadores dos pais idiotizados/desestruturados), a superlotação das salas de aula (seriam jaulas?!) e outras mazelas mais.

    A ótima fotografia do prédio caindo aos pedaços e da sujeira no entorno... também é uma metáfora da educação nesta cidade esculachada, mal cuidada... onde pessoas saem de "faculdades" mal sabendo ler e escrever. Sei que há honrosas exceções. Mas enquanto todas as escolas - pelo menos as públicas - não oferecerem condições dignas para alunos e mestres , fundamentalmente com salários compatíveis com a importantíssimo e seminal papel que este bravos lutadores desempenham na formação da sociedade...a luz no fim do túnel vai continuar apagada, lamentavelmente. Sem educação satisfatória e "sem tesão...não há solução"... nem a médio, nem a longo prazo. Meu profundo respeito e especial carinho aos fundamentais professores. Não há profissão mais digna e nobre e, paradoxalmente, mais aviltada e desprestigiada, no Patropi.
    Marcos Lúcio
    Marcos Lúcio
    nA VERDADE, PROFEe político, p.ex., se lógica houvesse). ç

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  3. Fala tanto - ou mais - do que aquela foto do chines que parou os tanques de guerra simplesmente ficando na frente de um deles. Sem duplo sentido: tem que ter peito para encarar!

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  4. É uma imagem que diz tudo, e infelizmente a nossa PM precisa ser extinta, pois não há mais cura para quem está viciado em bater em manifestantes, achacar, roubar, matar e ainda ter a certeza que não vai dar em nada !!
    Cabral mete o Pezão e vai em Paes !!

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    1. Esqueci de me identificar acima.
      Cury

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  5. Como considero a profissão de professor a mais importante que existe, posto que formadora das demais...repasso parte do que li no JB:

    Para Vera Nepomuceno, diretora do Sepe, o governador não pode continuar ignorando as reivindicações dos professores. “O Cabral tem uma postura de como se não estivesse governando. Estamos em greve há mais de 50 dias e o governo ainda não apareceu com negociação”, afirma a diretora do Sepe.

    Durante toda a greve, a postura de ambos os governos foi de extremo autoritarismo, e o retrato da educação não poderia ser diferente. Com uma gestão educacional em que conteúdos simplistas são despejados sobre os alunos e as singularidades e dificuldades de cada um deles são ignoradas, as escolas públicas do Rio de Janeiro são o verdadeiro reflexo do que aconteceu na fatídica terça-feira. Só que no lugar dos cassetetes e dos sprays de pimenta, estão os caderninhos pedagógicos da Prefeitura, as cadeiras enferrujadas, os baixos salários, que agridem diariamente cada aluno e professor do sistema. Apanham na greve, apanham todo dia.

    Com salários que variam entre R$ 1.200 e R$ 3.500 mensais, a Prefeitura de Eduardo Paes sugeriu à categoria municipal o tímido reajuste de 8%. Os professores da rede estadual, que recebem "os melhores salários do Brasil", segundo o próprio governador do Estado, ganham R$ 2.679,85 por 40 horas trabalhadas semanalmente e nem proposta de reajuste ouviram por parte de Sérgio Cabral. Essas são as remunerações da categoria mais essencial para o desenvolvimento da civilidade.

    A professora de espanhol da rede municipal Cassiana Vidal explica o panorama da rede de ensino do Rio atualmente. “A nossa educação está um caos. O prefeito impõe um sistema de meritocracia, que é um verdadeiro fingimento. Nós não temos autonomia para ensinar, trabalhamos em cima de cadernos pedagógicos, que vêm cheios de erros. Queria perguntar se na escola dos filhos do prefeito e da secretária (municipal de educação, Cláudia Costin), eles estudam com esses cadernos. O novo plano ainda permite professores polivalentes, ou seja, qualquer um pode dar aula de qualquer coisa, mesmo sem ter a formação. Isso é um desrespeito”, revolta-se a profissional.
    Marcos Lúcio

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