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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cachoeira ainda manda na revista?

Veja só que coisa estranha.

Chamada às falas pela Polícia Federal, a mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira é acusada de tentar chantagear o juiz Rocha Santos, da 11 Vara Federal de Goiânia, responsável pelo processo movido contra seu marido.

Sabe o que ela propôs ao meritíssimo para que ele aliviasse a barra do maridão?

Evitar que um dossiê sobre ele (o juiz) fosse publicado por aquela revista semanal que pensa que todo leitor é cego.

Que influência Cachoeira tem na revista?

Em nota, a revista apressou-se em chamar o juiz de mentiroso. Já decidiu que a palavra de Rocha Santos nada vale, assim como havia arbitrado que uma afirmação do ministro do STF Gilmar Mendes vale mais que os desmentidos de Lula e Nelson Jobim. Assim a mídia constrói sua verdade. A palavra do ex-deputado Roberto Jefferson, então, é a mais bem cotada no mercado: vale um estardalhaço nunca visto antes na história deste país. E agora, se a miss Cachoeira não negar a proposta indecente, a mídia tucana vai rebaixá-la a madame Cascata.

Já soube de presos que praticam o golpe do falso sequestro telefonando de dentro da prisão. Outros, mesmo enjaulados,  ainda comandam o tráfico de drogas. Mas é a primeira vez que vejo um preso editar uma revista de grande circulação diretamente do xilindró...

Talvez as muitas horas de conversas telefônicas gravadas pela PF entre o bicheiro e o editor-chefe da revista possam explicar essa estranhíssima tentativa de suborno.

Ou então a esposa do homem é uma das editoras da publicação e ninguém sabia. Os leitores agora aguardam o nome dela aparecer no expediente... em braile.

5 comentários:

  1. Na realidade a mulher do Cachoeira é a chefe da quadrilha.Por trás da fama de musa e mulher de bicheiro, se esconde a posição de principal controladora do "biscoitão" e da "cega".O Cavendish, o Cabral, o Lullinha e o Dirceu estão sendo caluniados e usados por ela como se fossem os responsáveis por todas as patifarias.Parece que inclusive montou toda essa confusão que estão querendo fazer em torno de simples contribuições de campanha para o PT, o tal Mensalão.Acredito piamente no que o maior presidente que o Brasil já teve, Lulla, ao vivo e a cores,declarou em rede nacional:"isso nunca existiu... eu não sabia de nada".Esse Procurador Geral da República, nomeado por Lulla, e autor da denúncia que afirma que uma quadrilha se instalou no Palácio do Planalto para assaltar os cofres públicos, está fazendo tudo isso por puro revanchismo.Ele é palmeirense e capacho da ditadura.Está mesmo é chateado pois o Lulla deu um estádio de futebol para o Corinthians que custou 1 bilhão de reais, a custa de incentivos fiscais e de financiamentos do BNDES a fundo perdido.

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  2. Ainda que muita gente desista de acompanhar e ou de se envolver em política por conta dos inúmeros escândalos, corrupções, dossiês, politicalhas e quejandos...de nada adianta. Ela está em toda parte e em todas as nossas atitudes que envolvem a vida de outras pessoas, e quando interagimos.

    O Renato Janine afirma e com ele concordo: " Nossa sociedade é muito individualista, mas nosso destino será jogado em conjunto".

    Ato contínuo, é mais sensato tentar retomar as rédeas para melhorar as coisas, agindo em comunidade, ou denunciando... do que nos afastarmos da polític pelo desencanto ou pela frustração de ver os sonhos transformados em pesadelos. Se pensarmos como Aristóteles... para quem a finalidade da política era trazer felicidade, não podemos e não devemos, em hipótese alguma, nos alienar, "por supuesto".
    Marcos Lúcio

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  3. Madame Cascata é ótimo! Sabe o que é o pior? É que toda a mídia se protege, e coisa fica como está. Lembra da falência escandalosa da Manchete, quando a diretora financeira da empresa, proibida de sair do país, fugiu para a França, casou, não convidou ninguém e por lá ficou? Lembra que teve gente que morreu quando soube que o salário não viria mais, nem mesmo com atraso? Lembra que foi todo mundo pro olho da rua sem um tostão e sem explicação? Pois é: o povo não lembra, porque não saiu em jornal nenhum...por essas e outras é que a Madame Cascata vai pagar cem milzinho de fiança (coisinha pouca para um "empresário" de porte como o marido dela) e sair livre, leve e solta da tentativa de suborno.

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  4. Mauro Pires de Amorim.
    Estou de volta ao seu blog, depois de passar um tempo trabalhando na viabilização de um negócio, que acabou não se concretizando. Mas tudo bem, afinal é para isso que meus clientes me pagam, para fazer esse tipo de pesquisa. Sem frustração, faz parte de minha atividade profissional.
    Voltando à temática de seu texto. Lembra-se que há tempos atrás, escreví num de meus comentários a texto seu daquela época, que a mídia brasileira, havia se transformado num grande balção de negócios, onde reputações são criadas e destruídas num furor propagandístico, guiado pelo interesse de quem paga as matérias, tal qual numa agência de publicidade e propaganda?
    Pois bem, talvez isso se dê, em função da revogação da Lei de Imprensa, Lei Federal 5.250, de 09/02/1967 e que vigorou até 30/04/2009, quando, mediante arguição de desacordo com preceitos constitucionais pétreos em relação à liberdade de imprensa, feita pelo Deputado Federal, Miro Teixeira, PDT/RJ, naquela data, foi decidida a revogação da lei, pelo STF, acatando tal arguição.
    No entanto, embora tal instituto legal específico voltado para a imprensa, tenha sido revogado, permanece em vigor, os artigos referentes aos Crimes Contra a Honra, contidos no Código Penal Brasileiro e que abrangem toda a sociedade, inclusive a imprensa, na falta de lei específica referente a ela, já que esta foi revogada.
    Portanto, embora a imprensa possua o dirito de imunidade de opinião, dependendo do que seja escrito, numa ação judicial há a necessidade de se provar o embasamento opinativo do que foi escrito e considerado como ofensivo a honra pela pessoa atingida. Assim, fontes informativas secretas, somente são válidas nas alegações midiáticas da imprensa. Num processo judicial, sonegar a origem da fonte informativa é o mesmo do que chamar para sí toda a responsabilidade e consequência jurídica pela publicação.
    O mesmo Código Penal Brasileiro, ainda na parte dos Crimes Contra a Honra, prevê como agravante, se o crime seja cometido contra funcionário público no exercício de sua função lícita. Com isso, basta o Magitrado Rocha Santos, caso sinta-se ofendido em sua honra, pronunciar-se judicialmente e enquadrar também a revista Veja.
    Felicidades e boas energias.

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