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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Craques do mau-caratismo (dane-se a Fifa)

Quanto vale uma acusação sem provas hoje em dia?

Segundo Daniel Almeida Tavares, ex-funcionário do laboratório União Química, as deputadas distritais Celina Leão (PSD) e Eliane Pedroza (DEM) lhe ofereceram R$ 400 mil e mais uma mesada durante um ano para que acusasse o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) de ter recebido propina do laboratório. As deputadas negam. E a grande imprensa esconde.

Tavares fez a afirmação no programa Balanço Geral, da TV Record de Brasília, mas a mídia oligárquica, monopolista e tendenciosa não deu a menor bola. Sempre a postos para reverberar "denúncias" que manchem a imagem do governo federal e do PT, a nossa grande imprensa praticamente ignorou as declarações.

O jornal que tem nome de biscoito, por exemplo, deixou essa notícia no alto de seu site por pouquíssimo tempo, nem uma hora talvez. Logo ela sumiu, enquanto seus colunistas de aluguel continuavam com a ladainha de que o ministro do Trabalho está se afogando num mar de lama.

Dilma sabia que seria assim. Quem conhece a imprensa brasileira, velho alto-falante da elite mais egoísta do mundo, também já suspeitava que atirariam contra a presidente e seus ministros sem trégua durante os quatro anos de governo.

Vale para os jornalistas que envergonham a profissão a máxima do ex-ministro tucano Rubens Ricupero: "O que é bom a gente mostra, o que é ruim, a gente esconde. Eu não tenho escrúpulos". Atualmente, o que for ponto para o governo é ignorado nos jornais e revistas e o que o denegrir será potencializado em manchetes. Letras garrafais que amanhã ou depois, provavelmente, vão virar desmentidos pequenininhos no pé da página.



Copa do Mundo

Nas principais rádios AM do Rio, a seleção brasileira da maledicência e do deboche fez piada após a reunião do novo ministro dos Esportes com o secretário geral da Fifa. Os craques do mau-caratismo esportivo ironizaram a proposta do ministro para que beneficiários do Bolsa Família e índios tenham desconto nos jogos da Copa do Mundo.


Para esses radialistas, elitistas sem dinheiro, índios e pobres são cidadâos de terceira categoria. Nas suas mentes colonizadas, os gringos têm sempre razão. Por isso se colocam contra os brasileiros e a favor da Fifa, que tomou conta do esporte mais popular do planeta e só pensa em dinheiro.


Sabemos que há muito o futebol virou um esporte para a elite. Não se vê, por exemplo, mais negros nas arquibancadas dos estádios. Pobre, se quiser, assiste pela TV (isso se tiver dinheiro para entrar num boteco que tenha pay-per-view). Então, na ótica desses caras, dar desconto para que brasileiros de baixa renda possam ver in loco os jogos da Copa no Brasil é um absurdo.


Adoro ver um comunista como o ministro Aldo Rabelo tratando com a Fifa, que quer colocar os ingressos mais baratos a R$ 45,00, e só na primeira fase. Se depender da entidade que dirige o futebol, a Copa será só para turistas e para a turminha abastada.


A Fifa está querendo cantar de galo, apostando que o governo brasileiro vai abrir as pernas para que a Copa seja mesmo realizada aqui. Até agora, porém, o governo não me decepcionou.


Ah, eu tinha prometido falar hoje sobre a cabeça de Eros, mas isso fica para depois.

4 comentários:

  1. Marcelo,vc sabe da paixão dos brasileiros,por futebol,e quando se trata de copa do mundo então... Portanto,com ou sem desconto nos ingressos,ninguem vai deixar de assistir aos jogos do Brasil,cada um vai dar um jeitinho. Eu por exemplo,já estou pensando em arrumar as malas,caso o Brasil chegue na final,(e vai chegar) eu não sei como será a minha emoção,ver o nosso Brasil ganhar uma copa do mundo dentro do Maraca. Vou pagar pra ver! Boa noite.

    Monica.

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  2. Eu aposto R$45,00 que esses ingressos baratos vão ser somente pra grandes clássicos do futebol mundial como burkina faso x suazilandia, ilhas faroe x burundi, etc. Um grande favor da FIFA, que com tal ato de graça e bondade, vai garantir a presença de otários, digo, torcedores em tão importantes jogos.
    Sobre a denúncia de suborno, é de estarrecer. Realmente a indignação da grande mídia é seletiva.

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  3. É, Julio, tem também o clássico das multidões; China x Índia... abraço

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  4. Mauro Pires de Amorim.
    Além da questão na alteração da lei brasileira acerca da meia entrada nos estádios, a Fifa, quer também que seja permitida a venda de bebidas alcólicas em nossos estádios, especificamente, cerveja, em função de contrato da entidade com cervejarias. A venda de bebidas alcólicas foi proibida nos estádios brasileiros, seguindo uma tendência de bom senso de países civilizados, portanto a Fifa quer também alterar a legislação brasileira nesse sentido, colocando em vigor a Lei Temporária da Fifa, ou Lei Temporária da Copa do Mundo de Futebol de 2014, que como o nome já diz, vigoraria temporáriamente durante a realização do evento. Por isso a Fifa está fazendo tamanho lobby em Brasília, não apenas junto ao Ministro e Poder Executivo, mas também junto ao Congresso, pois necessita do apoio dos parlamentares para a votação da sua lei temporária.
    Me lembro que em postagem anterior neste mesmo blog, cheguei a comentar tal assunto, tendo inclusive lembrado que durante a realização da Copa do Mundo de Futebol na Alemanha em 2006, a Fifa exerceu a mesma pressão sobre o governo e políticos alemães, mas não logrou êxito, pois os alemães não abriram mão de sua soberania para curvarem-se aos desejos da Fifa. Durante a realização da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul em 2010, creio que a Fifa obteve o que quis, pois também desconheço a legislação sul-africana acerca de meios ingressos ou ingressos mais baratos que o preço usualmente cobrado e sobre a possibilidade ou não da venda de bebidas alcólicas nos estádios sul-africanos, no entanto, percebí ao acompanhar a transmissão de jogos pela televisão, que haviam torcedores consumindo permissivamente bebida alcólica, especificamente cerveja da marca norte-americana Budweiser e que podia-se ver também nos estádios sul-africanos, várias placas de propaganda de tal marca. Creio que o Brasil precisa seguir o exemplo recente dos alemães e também não abrir mão de sua soberania sujeitando-se aos desejos da Fifa, uma vez que se temos legislações específicas regulando o ingresso e permissividades dentro de nossos estádios de futebol, é sinal que nosso consenso social assim necessita e decide. Nossa sociedade e nosso país precisa ter mais consciência de auto-determinação, de modo que curvar-se à tais desejos da Fifa, nesse caso específico, não parece coerente, uma vez que nossa legislação que trata do meio valor do ingresso e da proibição da venda de bebidas alcólicas nos estádios, não afetam em sí a realização dinâmica do evento, muito pelo contrário, pois com o meio valor do ingresso, estimula que pessoas atingidas por essa alíquota compareçam aos jogos e a proibição da venda de bebidas alcólicas aumenta a segurança, pois diminuí a possibilidade que torcedores embreagados causem tumultos, além disso, as fábricas de cervejas, podem muito bem desenvolverem a linha sem alccol ou zero alcool de seus produtos e torna-las mais populares se desejam vender nos estádios, conforme já existem certas marcas de cervejas sem alcool ou zero alcool.
    Felicidades e boas energias.

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