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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Volta ao mundo com um camelô

Aprendi que devemos sempre fugir dos estereótipos, até porque neles está a gênese do preconceito. Mas, algumas vezes, as generalizações são inevitáveis. Eu diria que chegam a ser deliciosamente irresistíveis.

Veja só: acabo de ver um ambulante oferecendo uma espécie de harpa (ou seria uma cítara?) a um turista no calçadão da Praia de Copacabana. De uns dois palmos de largura, a engenhoca produz notas musicais de acordo com o toque em suas cordas. Você já deve ter visto por aí...

Imediatamente, pensei nas reações de turistas de diferentes nacionalidades à abordagem do ambulante:

Um alemão, seco, diria:

_ Obrigado, não estou interessado.

O americano, dono do planeta, logo perguntaria:

_ Você tem licença para vender isso?

O japonês nada diria, apenas observaria atentamente o instrumento para entender como foi feito.

O francês passaria direto, deixaria o camelô falando sozinho, porque francês não se mistura e, ainda por cima, é pão duro que só ele...

O italiano, sentimental demais, faria um pedido enfático ao mascate:

_ Toca La Traviatta!!!!

E o brasileiro?

Bom, o brasileiro, mais precisamente o carioca, diz ao vendedor:

_ Vai ficar por aí? Mais tarde eu passo aí, valeu?

Pergunte se ele passou?

Um comentário:

  1. Marcelo,o que eu acho engraçado nesses ambulantes de praias,é que na maioria das vezes,eles até improvisam um inglês meio pelo avêsso,ao se dirigir aos turistas.Outro dia eu presenciei uma abordagem desse tipo na Praia de Boa Viagem em Recife. Abs

    Monica.

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