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domingo, 7 de agosto de 2011

Refeição ligeira


A rotina deles é dura. Cliente criador de caso, fumaça de cigarro no nariz, bêbados inconvenientes e aquele constante cheiro de comida que embrulha o estômago, por melhor que seja o restaurante. Fora os muquiranas que não deixam nem os 10% para serem divididos entre eles e os abnegados da cozinha. Além disso, garçons vivem pra lá e pra cá, chegam a andar quilômetros numa única noite de trabalho.

Pois eis que, num domingo de folga, um grupo se reuniu na Praia de Copacabana para a já tradicional corrida de garçons. Com uma garrafa de ice e três latinhas na bandeja, eles mediram pernas para saber quem é o mais rápido e o melhor no equilíbrio.


A briga foi boa, e o detalhe é que todos correram de... sapato. Ou não seriam garçons, nunca vi um trabalhando de tênis. A maioria dos experts nesse ofício é nordestina, mais precisamente do Ceará, o estado de onde vêm os melhores garçons e cozinheiros dos bares e restaurantes do Rio e de São Paulo.

Servir bem é uma arte. A pior coisa é garçom mal humorado ou confiado. Há que se ter muito feeling para ser um bom garçom, no caso do cozinheiro então, ou ele é um artista da culinária, ou deve mudar de profissão urgentemente. Conheci ótimos restaurantes italianos e japoneses onde quem dá as cartas na cozinha é um cearense.


Traz a conta.

2 comentários:

  1. Hoje no calçadão, melhor que a corrida dos garçons, só mesm Godofredo, galo tricolor, que uniformizado, tal qual sua dona, chamava atenção de quem passava. Encostado ao meio fio da pista interditada para lazer, ele cantava meio desolodo com a possível saída de Fred do Flu.
    Quando voltei do posto 6, notei que a dona de Godofredo estava debruçada em uma das grades que cercavam o trecho da corrida, mas não o vi.
    Fiquei pensando que talvez pudesse ter ido parar na bandeja de inox. Mas se equilibrar 2 latas de refri e 1 garrafinha de ice já estava difícil para alguns, que dirá com aquele galo metido. Se bem que Godofredo iria colaborar, pois do jeito que é exibido, adoraria ser ovacionado pelo público, ainda mais com aquela camisa.
    Godofredo parece até alguém que eu conheço...
    adora ser admirado e ciscar por ai. Mas D.Tesolinda não é boba. Ração e carinho na medida certa, e Godofredo nunca esquece o caminho de casa.

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